Cruzamentos

terça-feira, março 25, 2014

Histórias de sombras

Arthur Robinson, Schatten – Eine Nächtliche HalluzinationAlemanha, 1923

Histórias de sombras, como aquela da inominada filha de Butades, que, na ansiedade da perda daquele que amava, lhe contornará a sombra com uma linha, enquanto ele dormia, antes da partida: segundo Plínio, dava origem à pintura e ao retrato.

Que cor tem a sombra - faz sentido perguntar? Remete-nos para a ausência ou para a presença, para o escuro ou para a luz?

Para conversar, em Mart, no  2º andar do nº12 da Rua Rosa Araújo, em Lisboa, a partir das 18 horas da próxima 5ª Feira, dia 27.

[Quanto à história da jovem filha do oleiro, cujo nome Plínio não lembra (como Hitchcock deixa sem nome a também retratista segunda Senhora de Winter, em Rebecca (1940), seguindo a novela de Daphne du Maurier), sou obrigado a confessar que nada me permitia afirmar que a jovem circunscreveu a sombra do rosto do namorado quando este dormia. Mas, gosto de me deixar levar pela inexactidão quando se trata da filha de Butades. O que revelei com o meu lapso: uma acrescida carga erótica?]

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