Cruzamentos

segunda-feira, outubro 10, 2016

Cruzamentos: o regresso - em nova escola

Robert Delaunay (1885-1941), Torre Eiffel, c.1910, óleo sobre tela, 20 cm x 16 cm. Solomon Guggenheim Museum 


O curso “Cruzamentos” dedica-se, exclusivamente, à arte do século XX. O que não é, em absoluto, verdadeiro, porque começaremos por procurar no século anterior, o XIX, o início de transformações, patentes em objectos, imagens, acções e em construções teóricas, que manifestam uma reorganização de elementos já equacionados pela tradição bem como a introdução de outros, novos. E o século XXI é a meta e o ponto de vista teórico do curso: é a partir daqui que se olha, que se pensa, que se nomeia, que se problematiza.
Na presente (futura…) versão para a Hélice, o curso desenvolver-se-à em módulos temáticos  independentes. Começaremos por tomar como divisa a afirmação de Marx e Engels no Manifesto Comunista de 1848: “tudo o que é sólido se desfaz no ar”, seguindo a tradução inglesa de 1888 – divisa que nos levará da Torre Eiffel a uma primeira incursão pela escultura construtivista.

A partir de Março de 2017
Local: Hélice / Hangar

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terça-feira, abril 12, 2016



O blog activo nos últimos tempos tem sido A Arte Moderna. Procurem-se aí, por agora, as novidades.

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segunda-feira, abril 28, 2014

ÚLTIMA HORA: Cruzamentos multimédia.

Hoje, em Lisboa, na Rua de Santiago, depois da pintura de Mondrian e da escultura de Brancusi, vai haver cinema abstracto. Se o tempo (não a metereologia, mas as duas horas semanais a que fomos reduzidos) o permitir, também vamos procurar estabelecer ligações entre a música atonal e a arte abstracta.

Sessão aberta e gratuita.

Procurem-se materiais de apoio no blog, com a ajuda das etiquetas pertinentes.

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segunda-feira, abril 07, 2014

Hoje há cinema nos Cruzamentos

Abel Gance (1889 - 1981), La Folie du Docteur Tube, França, 1915

A partir das 21 horas, há cinema no ar.co. Como já é costume, estão todos convidados, inscritos ou não, alunos do ar.co e os outros todos. Na Rua de Santiago nº 18.

Consultem a etiqueta "Cinema" e, sobretudo, a entrada de 21 de Março de 2011 deste blog.

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terça-feira, março 25, 2014

Histórias de sombras

Arthur Robinson, Schatten – Eine Nächtliche HalluzinationAlemanha, 1923

Histórias de sombras, como aquela da inominada filha de Butades, que, na ansiedade da perda daquele que amava, lhe contornará a sombra com uma linha, enquanto ele dormia, antes da partida: segundo Plínio, dava origem à pintura e ao retrato.

Que cor tem a sombra - faz sentido perguntar? Remete-nos para a ausência ou para a presença, para o escuro ou para a luz?

Para conversar, em Mart, no  2º andar do nº12 da Rua Rosa Araújo, em Lisboa, a partir das 18 horas da próxima 5ª Feira, dia 27.

[Quanto à história da jovem filha do oleiro, cujo nome Plínio não lembra (como Hitchcock deixa sem nome a também retratista segunda Senhora de Winter, em Rebecca (1940), seguindo a novela de Daphne du Maurier), sou obrigado a confessar que nada me permitia afirmar que a jovem circunscreveu a sombra do rosto do namorado quando este dormia. Mas, gosto de me deixar levar pela inexactidão quando se trata da filha de Butades. O que revelei com o meu lapso: uma acrescida carga erótica?]

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segunda-feira, fevereiro 24, 2014


Claes Oldenburg (1929), Scissors Obelisk Monument, 1967


Os "Cruzamentos" regressam - mas ATENÇÃO: amputados de mais de metade da sua carga horária. Muito material, até agora, apresentado e discutido irá desaparecer desta versão amputada: o quê e como se verá ao longo do presente semestre e, hoje mesmo, se começará a debater. A aula de hoje, dadas as circunstâncias, deverá incluir o início da exposição da matéria teórica do curso, não se limitando, ao contrário do que tem vindo a ser tradição, à apresentação dos intervenientes.

Na Rua de Santiago, nº 18, em Lisboa, de 24 de Fevereiro a 16 Junho, Segundas, entre as 21 e as 23 horas: 30 horas, 50 créditos.

Consultem-se as etiquetas "Semestre" e "Bibliografias". Como é habitual, também se recomendam as visitas regulares a este "blog", ao do curso "A Arte Moderna" e ao Centro de Documentação do Ar.Co, em Almada.

A maneira mais segura de me contactarem parece-me ser através dos comentários do "blog": se não quiserem ver a mensagem publicada, explicitem-no ao deixarem-na na caixa de comentários. Também poderão usar a morada de correio-electrónico otipodahistoria@yahoo.com.br - mas não posso garantir a segurança. sobretudo depois das últimas alterações de política de privacidade da Yahoo. A minha resposta é garantida, mas, em ambos os casos, seguramente lenta. 

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quarta-feira, maio 22, 2013

Aleksandr Medvedkin (1900-1989), fotograma de Schastye (Felicidade), U.R.S.S., 1935

Mais uma sessão de cinema no Ar.Co: hoje, a partir das 21 horas, no Salão do nº 18 da Rua de Santiago. Sessão aberta a todos os interessados. Na aula de hoje, o cinema partilhará o tempo com a arquitectura e na próxima aula partilhá-lo-á (provavelmente) com a música.

O que nos continua a interessar é a interrogação dos mecanismos que fazem "arte", bem como a exploração de processos aleatórios, o interesse por métodos e materiais exteriores à tradição das Belas Artes, a atenção às condições psicológicas de criação e recepção da obra, o interesse pelos materiais enquanto matéria. São percursos que temos percorrido orientando-nos por Marcel Duchamp, os vários movimentos Dada, Tatlin e os construtivistas, o De Stijl e os Surrealismos de Breton e Bataille.

Explorem as etiquetas que acompanham o presente "post" para acederem a mais informação no "blog".

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domingo, abril 14, 2013


Igor Stravinsky (1882-1971), Le sacre du printemps, Berlin, Edition Russe de Musique, 1921. Penn Libraries, Leopold Stokowski Collection of Scores, Ms. Coll. 350, Box 197. Partitura anotada pelo maestro Leopold Stokowski (1882-1977) 

Música no Ar.Co, Segunda-Feira, 15 de Abril, a partir das 21 horas, no Salão da Rua de Santiago, nº 18, em Lisboa. Chamo, uma vez mais, a atenção para a importância desta aula, onde nos familiarizaremos com os conceitos básicos da teoria musical.

O último "post" sobre o assunto (2012) poderá servir de entrada para o conjunto de informações sobre música neste "blog". Particularmente importante, será o PDF "Abstracção e Dodecafonismo", no Google Documents.

Question : Que pense Nietzsche par rapport à Wagner?

Gilles Deleuze: (...) Qu’est-ce que dit Nietzsche contre Wagner? Il dit que c’est de la musique aquatique, que ce n’est pas dansant du tout, que tout ça n’est pas de la musique mais de la morale, il dit que c’est plein de personnages: Lohengrin, Parsifal, et que ces personnages sont insupportables. Qu’est-ce qu’il veut dire presque implicitement? Il y a une certaine manière de concevoir le plan où vous trouverez toujours des formes en train de se développer, aussi riche que soit ce développement, et des sujets en train de se former. Si je reviens à la musique, je dis que Wagner renouvelle complètement le domaine des formes musicales, si renouvelé qu’il soit, il reste un certain thème du développement de la forme. Boulez a été un des premiers à souligner la prolifération de la forme, c’est par là qu’il fait honneur à Wagner, un mode de développement continu de la forme, ce qui est nouveau par rapport à avant, mais si nouveau que soit le mode de développement, il en reste un développement de la forme sonore. D[é]s lors, il y a nécessairement le corrélat, à savoir: le corrélat du développement de la forme sonore, c’est la formation du sujet. Lohengrin, Parsifal, les personnages wagnériens, c’est les personnages de l’apprentissage, c’est le fameux thème allemand de la formation. Il y a encore quelque chose de goethéen dans Wagner. Le plan d’organisation est défini par les deux coordonnées de développement de la forme sonore et de formation du sujet musical.

Cette disparition d’un apprentissage ou d’une éducation au profit d’un étalement des heccéités. Je crois que Nietzsche fait ça dans ses écritures. Quand il dit que la musique de Bizet c’est bien mieux que Wagner, il veut dire que dans la musique de Bizet, il y a quelque chose qui pointe et qui sera bien mieux réussi par Ravel ensuite, et ce quelque chose, c’est la libération des vitesses et des lenteurs musicales, c’est-à-dire ce qu’on appelait à la suite de Boulez la découverte d’un temps non pulsé, par opposition au temps pulsé du développement de la forme et de la formation du sujet. Un temps flottant, une ligne flottante.

(...)

Claire Parnet: On peut supposer que les devenirs les plus déterritorialisés sont toujours opérés par la voix. Berio.

Gilles Deleuze: Le cas Berio est très étonnant. Ça reviendrait à dire que le virtuose disparaît lorsque Richard invoque l’évolution machinique de la musique, et que, dès lors, le problème du devenir musical est beaucoup plus un problème de devenir moléculaire. On voit très bien que, au niveau de la musique électronique, ou de la musique de synthétiseur, le personnage du virtuose est, d’une certaine manière, dépossédé; ça n’empêche pas que dans une musique aussi moderne, celle de Berio, qui utilise tous ces procédés, il y a maintien des virtuoses et maintien d’une virtuosité vocale.

Richard Pinhas: Ça m’apparaît sous la forme d’une persistance d’un code, un code archaïque; ça rentre comme un élément dans la composition innovatrice de Berio. Il fait subir quand même un drôle de traitement à cette voix.

Gilles Deleuze: Je te donnerais raison parce que Berio insère toutes sortes de ritournelles. (...) La ritournelle c’est la territorialisation sonore par opposition à la musique en tant que musique qui est le processus, le procès de déterritorialisation. Or, de même qu’il y a des devenirs femme, des devenirs enfant, des devenirs animaux, il y a des devenirs peuples: c’est l’importance, dans la musique, de tous les thèmes folkloriques.

Gilles Deleuze (1925-1995), Cours Vincennes: sur la musique - 08/03/1977 (com tradução castelhana)

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quarta-feira, abril 10, 2013

Hans Richter (1888-1976), Film ist Rhythmus, Alemanha, 1923: fotograma do título, agora pré-datando a fita, como Rhythmus 21

Hoje, há mais uma sessão de cinema nos Cruzamentos, no Salão do Ar.Co da Rua de Santiago nº 18, em Lisboa: o cinema "abstracto" como pintura em movimento e em proximidade da música (pela temporalidade e ausência de um referente exterior). Não é necessário ser aluno do Ar.Co para assistir. A sessão começa às 21 horas.

Recomenda-se um passeio atento pelo blog (vejam-se as etiquetas "Cinema" e "Abstracção".), podendo a entrada "Abstracção, movimento, música, máquina: cinema" (2009) servir de guia ao percurso.

Nos Google Documents, o PDF "Cinema e Vanguardas" oferece uma lista geral de filmes e uma bibliografia para as aulas sobre o cinema da primeira metade do século XX. Uma correcção se exige, desde já e tardiamente: a fita de Hans Richter conhecida sob o título Rythmus 21 (e, anteriormente, pelo de Film ist Rhythmus) não será de 1921, mas de 1923Entrada (cf. o muito útil texto de Christine Noll Brinckmann, "Collective Movements and Solitary Thrusts: German Experimental Film 1920-1990", Millenium Film Journal, No. 30/31, Fall 1997, citado na referida entrada de 2009).

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segunda-feira, março 18, 2013

Hoje há cinema no Ar.Co

video

"1ª Semana de Aviação", Alfredo Nunes de Matos (produtor executivo), Invicta Film (Porto), Portugal, 1912, 35 mm, PB, sem som. Cinemateca Portuguesa

Hoje, a partir das 21 horas, há cinema no Salão do Ar.Co, na Rua de Santiago nº18, em Lisboa: são todos bem-vindos.

A  sessão é dedicada (unilateralmente: eles não sabem...) à Cinemateca Digital.

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segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Novo ano lectivo dos Cruzamentos: 2012-1013

 
Adolph von Menzel (1815-1905), O Pé do Artista, óleo sobre papel, 38,5 x 33,5 cm, 1876, Alte Nationalgalerie, Berlin

"Tudo o que é sólido se desfaz no ar": até os corpos, obra, senão imagem, de Deus, são mutantes (resultado de um processo evolutivo), transformáveis, maleáveis, repetíveis, obliterados - ou reduzidos a fragmentos, legitimados pela cultura das colecções e dos museus que expõem retalhos de totalidades perdidas (como a "Vénus de Milo"), valorizados pela sua função (por exemplo erótica, como em A Origem do Mundo, de Courbet) ou pela redução da imagem a uma origem visual que faz do mundo uma "assemblage" de fragmentos de espaço e de tempo, aquilo que vejo aqui e agora (como o Pé do Artista, de Menzel, que dá imagem a esta entrada).

No ano em que o Ar.Co (1973) faz 40 anos, os Cruzamentos iniciam o novo ano lectivo de 2012-2013. Porque caminhos iremos e para onde nos levam eles?

Uma vez mais, no Salão do edifíco seiscentista da Rua de Santiago, nº 18, em Lisboa: Segundas e Quartas, das 21 às 23 horas. De 18 de Fevereiro a 19 de Junho - 64 horas, 100 créditos.

Para começar, consultem-se as etiquetas "Semestre" e "Bibliografias". Também se recomendam as visitas regulares a este "blog", ao do curso "A Arte Moderna" e ao Centro de Documentação do Ar.Co, em Almada.

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segunda-feira, julho 02, 2012

Vanguardas, Neo-Vanguardas e Transvanguardas na colecção

Lazar El Lissitzky (1890-1941), Estudo para Proun 1A (Proun S. K.). A Ponte, 1919, Museu Colecção Berardo, Belém. Fotografia de David Rato

Sexta-Feira próxima (dia 6 de Julho) visitaremos o Museu Colecção Berardo - caso haja participantes. Estão todos convidados: os alunos do último semestre, bem como os de outros semestres há mais tempo passados, os alunos dos "Cruzamentos", bem como os da "Arte Moderna", sózinhos ou acompanhados. 

É necessário que, havendo interessados, se inscrevam no "blog", usando a caixa de comentários: sugiram uma hora para a visita (entradas até às 18:30) e mantenham-se atentos a este "post". Sem inscrições, a visita não se fará. Se preferirem que os vossos comentários não sejam publicados, basta afirmarem-no no próprio comentário. Não hesitem em fazer qualquer outra sugestão.

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segunda-feira, abril 30, 2012

Música e abstracção 1: os conceitos



Hoje anda a música pelas encruzilhadas: começamos por explorar o vocabulário básico para descobrir que a música tonal tem uma hierarquia intrínseca - que a atonalidade irá abandonar.

Encontrar-se-á mais informação na entrada "Introdução à Teoria Musical" (15 de Abril de 2010) e, como de costume, nas etiquetas respectivas, neste caso particular sobretudo nas etiquetas "" e "".

Ao "software" sugerido na entrada de 2010, acrescento a sugestão de consulta do artigo "List of free software for audio" da Wikipedia. Dois programas merecem destaque:

O MuseSCore.

O OpenMusic, vasto projecto tutelado pelo I.R.C.A.M.

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segunda-feira, abril 23, 2012

Hoje: Cinema e "Abstracção"

Stan Brakhage (1933-2003), Garden Path, 2001. Também na
UbuWeb

Imagens em movimento sem referente exterior: hoje, no Salão do Ar.Co, a partir das 21 horas.

Mais informações na etiqueta "Cinema" e em entradas anteriores, com destaque para "Abstracção e cinema: pintura em movimento, música visual" (2007) e "Modernismos e cinema 2" (2008).

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segunda-feira, março 26, 2012

Cinema em cruzamento

R. Janker, "Röntgentonfilm der Sprache" ("Filme Radiográfico Sonoro da Fala"), Röntgeninstitut der Chirurgischen Universitätsklinik Bonn, Hochschulfilm-Nr. C 150, 03:02 min., 1937 (Bundesarchiv, Abt. Filmarchiv)

Hoje, no Salão do Ar.Co da Rua de Santiago, em Lisboa, há cinema, a partir das 21 horas: primórdios deste novo olhar mecânico, revelador do invisível, modificador do tempo e do espaço, imagem cinética. Continua na próxima Quarta-Feira.

Estão todos convidados: ao contrário da sessão de 28 de Dezembro de 1895, no Salon Indien do Grand Café, em Paris, estas projecções não serão pagas pelos espectadores.

Uma entrada do ano lectivo anterior servirá de guia geral sobre o assunto: consultem-na.

Uma menção especial para o "Virtual Laboratory" do Max Planck Institut, de onde foi retirado o filme que ilustra esta entrada e que está cheio de textos e imagens de enorme utilidade para nós.

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