Cruzamentos

quarta-feira, maio 22, 2013

Aleksandr Medvedkin (1900-1989), fotograma de Schastye (Felicidade), U.R.S.S., 1935

Mais uma sessão de cinema no Ar.Co: hoje, a partir das 21 horas, no Salão do nº 18 da Rua de Santiago. Sessão aberta a todos os interessados. Na aula de hoje, o cinema partilhará o tempo com a arquitectura e na próxima aula partilhá-lo-á (provavelmente) com a música.

O que nos continua a interessar é a interrogação dos mecanismos que fazem "arte", bem como a exploração de processos aleatórios, o interesse por métodos e materiais exteriores à tradição das Belas Artes, a atenção às condições psicológicas de criação e recepção da obra, o interesse pelos materiais enquanto matéria. São percursos que temos percorrido orientando-nos por Marcel Duchamp, os vários movimentos Dada, Tatlin e os construtivistas, o De Stijl e os Surrealismos de Breton e Bataille.

Explorem as etiquetas que acompanham o presente "post" para acederem a mais informação no "blog".

Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, maio 26, 2010

Un chien and a loup

Luis Buñuel (1900-1983), Salvador Dalí (1904-1989), Un Chien Andalou, França, 1929

Le chien et le loup. Entre chien et loup.

Um dia, através dum republicano que conseguira passar as linhas, soubemos da morte de Lorca.

Pouco tempo antes de
Un chien andalou, uma desavença superficial separou-nos durante algum tempo. Depois, como andaluz susceptível que era, acreditou, ou fingiu acreditar, que o filme era contra ele. Dizia: "Buñuel fez um pequeno filme assim (e fazia um gesto com os dedos) que se chama Un chien andalou, e o cão sou eu."
Luis Buñuel, O Meu Último Suspiro, s.l., Distri Editora, s.d. [1983], pp. 170 - 171. Originalmente editado em francês: Mon Dernier Soupir, Paris, Éditions Robert Laffont, 1982


Gwynne Edwards, A Companion to Luís Buñuel, Woodbridge, Tamesis, 2005, pág. 24. "Clicar" na imagem permite aumentar-lhe o tamanho

Nos "Google Docs" dos Cruzamentos está disponível, em ficheiro PDF, o texto respeitante ao Chien Andalou: as pp. 112 a 123 de O Meu Último Suspiro.

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, maio 19, 2010

Cinema em cruzamento: hoje, no Ar.Co

Alan Schneider (1917-1984), Samuel Beckett (1906-1989), Film, 1965. Fotograma. Acessível na UbuWeb

Cinema, Dada e Surrealismo. Cinema e Construtivismo. Cinema, irracional, inconsciente, acaso, absurdo, piscanálise e fantástico. Cinema e "readymade". Cinema e sociedade. Cinema como trabalho. Cinema, matéria e ruído. Hoje. No Ar.Co: Rua de Santiago, nº 18, Lisboa. A partir das 21 horas.

Consulte-se a entrada "Cruzamentos Multimédia", de 2008, onde se encontrará uma filmografia semelhante à que hoje tentaremos encaixar nas duas horas de aula. A inflexão para questões mais perceptíveis no pós-guerra, como a incorporação de uma identidade sexual do artista, encontrar-se-á, se o tempo o permitir, nas obras de Maya Deren (1917-1961), Kenneth Anger (1927) e Jean Genet (1910-1986).

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, maio 10, 2010

Afinidades Electivas: o "objet trouvé"

André Breton, "Objet Trouvé", 1934. Fotografia de Man Ray, publicada em L'Amour Fou (1937), com a legenda (um excerto do texto que ao objecto se refere) "De la hauteur d’un petit soulier faisant corps avec elle" ("Ganhava a altura de um pequeno sapato nela incorporado")

Está disponível "online" o capítulo III da obra de André Breton (1896-1966) L'Amour Fou, escrita entre 1934 e 1936. Tradução para português de Luíza Neto Jorge (Editorial Estampa, 1971). O texto, com o título Equation de l'Objet Trouvé, fora publicado, quase na totalidade, na revista belga "Documents 34 - Intervention Surrealiste" em 1934 (Bruxelas, 1 de Junho de 1934, pp. 16-24).

Etiquetas: , , , , , , , ,

segunda-feira, junho 02, 2008

Cruzamentos multimédia

Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930, fotograma

CINEMA E MATÉRIA: FILMOGRAFIA (por ordem cronológica)

1. Construtivismo
  • Jacob Protozanov, Aelita, URSS, 1924

  • Dziga Vertov, Человек с киноаппаратом - O Homem da Câmara de Filmar, URSS, 1929

  • László Moholy-Nagy, Lichtspiel: Schwartz-Weiß-Grau, Alemanha, 1930. Os Harvard University Art Museums oferecem, na excelente exposição "online" Extra Ordinary Every Day dedicada à Bauhaus (1919-1933), para além do filme de Moholy-Nagy, um video onde se vê o "Adereço de Luz para um Palco Eléctrico" a funcionar.


  • 2. Duchamp, Dada e Surrealismo
  • Man Ray, Le Retour à la Raison, França, 1923

  • Fernand Léger, Dudley Murphy, Ballet Mécanique, França, 1924

  • René Clair, Entr'Acte, França, 1923

  • Marcel Duchamp, Man Ray, Anémic Cinéma, França, 1926

  • Hans Richter, Vormittagsspuk, Alemanha, 1928

  • Germaine Dulac, La Coquille et le Clergyman, França, 1928

  • Man Ray, L'Étoile de Mer, França, 1928

  • Luis Buñuel, Salvador Dalí, Un Chien Andalou, França, 1929

  • Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930

  • J.S. Watson Jr., Alec Wilder, Tomatos Another Day, EUA, 1930

  • Joseph Cornell, Lawrence Jordan, Thimble Theater, c.1938-1970


  • Quanto à música, consultem-se as entradas anteriores que dizem respeito ao tema:

  • Hoje: música nos "Cruzamentos" - dedicada aos futuristas e ao Ballet Mécanique de George Antheil.

  • Música, matéria e desordem: discografia (utilizada) - discografia, texto de Lyotard sobre Berio e alguns "links" (2006).

  • Notasomruído: música, matéria e desordem - discografia e links (2007).
  • Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

    quarta-feira, maio 14, 2008

    Agitez doucement


    Tristan Tzara (1896-1963), sem título, 1936, tinta sobre papel, 31.8 x 48 cm., MoMA, Nova Iorque. © 2008 Christophe Tzara

    Prenez un journal

    Prenez des ciseaux

    Choisissez dans ce journal un article ayant la longeur que vous comptez à donner à votre poème.

    Découpez l’article

    Découpez ensuite avec soin chacun des mots qui forment cet article et mettez-le dans un sac.

    Agitez doucement.

    Sortez ensuite chaque coupure l’une après l’autre dans l’ordre où elles ont quitté le sac.
    Coupez conscieusement

    Le poème vous rassemblera.

    Et vous voilà « un écrivain infiniment original et d’une sensibilité charmante, encore qu’incomprise du vulgaire »

    Tristan Tzara (1896-1963), Sept Manifestes Dada, 1924


    Em tradução brasileira para português:

    Pegue um jornal.
    Pegue a tesoura.
    Escolha no jornal um artigo do tamanho que voce deseja dar a seu poema.
    Recorte o artigo.
    Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
    Agite suavemente.
    Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
    Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
    O poema se parecerá com você.
    E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

    Tristan Tzara (1896-1963), Sept Manifestes Dada, 1924


    Os Sete Manifestos Dada (1924), uma recolha de textos anteriores, encontram-se, online, em tradução para inglês. Incluem o manifesto de 1918, de que foram lidos excertos nas aulas (C. Harrison, P. Wood, Art in Theory 1900-1990, Oxford, Blackwell, 1992, pp. 249-253).

    Existe uma colectânea de poemas de Tzara (em pdf), online, em inglês, que inclui a citada receita para um "poema dada".

    As bibliotecas da University of Iwoa disponibilizam várias publicações dada às quais Tristan Tzara esteve ligado.

    O Red Studio do MoMA oferece a possibilidade de construção de um poema, utilizando recortes de jornal - sem sujar o chão das nossas casas.

    Outras técnicas de libertação do controle do consciente são brevemente descritas no parágrafo "Glossaire du Surréalisme", no "dossier pédagogique" do Centre Pompidou dedicado ao Surrealismo.

    Etiquetas: , , , , , , ,

    terça-feira, julho 17, 2007

    Le musée des surréalistes

    Musée du Quai Branly, "Programmes Interactifs"



    Etiquetas: , , , , ,

    segunda-feira, maio 21, 2007

    Cinema, hoje, nos "Cruzamentos" (21:00)

    Joseph Cornell (1903-1972), Lawrence Jordan, Thimble Theater (fotograma), c.1938-1970



    Cinema, hoje, no sótão do Ar.Co da Rua de Santiago, nº 18, em Lisboa, a partir das 21:00 horas: construtivismos, dada, surrealismos - figura e apropriação, onírico e quotidiano, matéria e sublimação, subversão e utopia. Abstracção, readymade, assemblage, colagem, objet trouvé, cadavre exquis: tudo em versão cinematográfica.






    Joseph Cornell, The Hotel Eden (1945), assemblage com caixa de música, 38.3 x 39.7 x 12.1 cm, National Gallery of Canada, Ottawa

    Etiquetas: , , , , , , , , ,

    quarta-feira, maio 16, 2007

    Peep show

    Hans Bellmer (1902-1975), La Poupée (detalhe), Paris, Éditions GLM, 1936, gravura (linóleo) sobre papel rosa, 16,7 x 12,8 cm

    Sobre o conjunto de obras de Hans Bellmer sob a designação Die Puppe / La Poupée, ver, sobretudo, The Wandering Libido and the Hysterical Body, de Sue Taylor, para o site do Art Institute of Chicago.

    Muita informação também no Centre Pompidou, em La Révolution Surréaliste (a propósito da exposição de 2002) e nos Dossiers Pédagogiques dedicados ao surrealismo.

    Na "net", a mais completa coleccção de imagens que conheço sobre a multiforme boneca encontra-se em dolls of hans bellmer - não deixar de visitar os "links", para um relacionamento com práticas contemporâneas nem sempre "artísticas" (mais "links" sobre o tema num "blog" português). Outro material fotográfico de Bellmer no International Center of Photography.

    Uma série de "links" relativos a Bellmer em A vocabulary of culture.

    Sobre o conceito freudiano de "estranha familiaridade" (Das Unheilmliche), ver La Révolution Surréaliste e o site La Psychanalyse. O texto integral de The Uncanny (Das Unheilmliche) está disponível em inglês. Várias obras de Sigmund Freud encontram-se em Les Classiques des Sciences Sociales, em tradução francesa.

    O conto (1814) de E. T. A. Hoffmann que está na origem do texto de Freud e entre as referências geradoras da(s) boneca(s) de Bellmer, está traduzido em inglês, como The Sandman.

    Hans Bellmer, fotografia de uma das versões da sua boneca

    A boneca, só com os pés vestidos, jaz no chão e é olhada de cima para baixo, torcida e nua, sexo no foco, olhada pelo homem fotógrafo, em pé, vertical. As outras nádegas deste monstro único, mutante, totalmente instrumentalizado pela sexualidade, são expostas pelo espelho. Espelho terrível que impede a fuga para a sombra e o esquecimento, forçando este corpo-artefacto a exibir-se, outra vez, devolvendo-o ao nosso olhar - e tornando o acto de olhar iniludivelmente visível.


    Marcel Duchamp, Etant Donnés (detalhe), 1946-1966, Philadelphia Museum of Art

    A mulher nua, indecisa entre a morte e a vida (ergue o braço), o sórdido e o heróico (a luz no braço erguido), deita-se, ou foi despejada, numa paisagem bucólica, retalhada pela visão, por natureza fragmentária, que se centra no seu sexo. Espreitamos pela fissura da porta e vemos um exterior. Espreitar a mulher, espreitar para dentro, ver através de (como na perspectiva): das viscerais noivas tetradimensionais de 1912 a este corpo no chão. Sexualidade progressivamente mais óbvia, mais crua, mais sórdida.


    Alfred Hitchcock, Frenzy (fotograma), 1972

    A mulher nua foi despejada no sujíssimo Tamisa, que o discurso da ordem promete limpar. A água não é uma cascata ao fundo. Da indizível violação de Blackmail (1929), elidida por foras-de-campo vários, para a mulher violada, nua, morta. Sexualidade progressivamente mais óbvia, mais crua, mais sórdida.


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960. Ver pormenor* abaixo

    A parede revela Norman e a sua relação com Marion: ele é um predador e o contentor habitado pelo fantasma da Mãe, como um mocho empalhado; Marion é a vítima da predação e um animal a retalhar pelo taxidermista, este recepcionista involuntário do vestíbulo entre a vida e a morte - e é, Marion, o objecto do desejo, a ser violado na sua privacidade sem conhecimento, como as mulheres nuas que homens devassam nos quadros. A pintura, a Arte, esconde e revela, "sublima", mas sem conseguir apagar as marcas de uma regressão às pulsões do inconsciente.


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    O quadro é tirado da parede,


    Alessandro Allori, Susana e os Velhos, 1561, óleo sobre tela, 202 x 117 cm, Musée Magnin, Dijon

    uma qualquer (não esta, de Alessandro Allori) "Susana" atormentada pelos seus "velhos" (entre a violência e o negócio), a ser redimida pela virtude absoluta,


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    O quadro ausente revela, agora sem transposição, tudo o que fora, até aí, recalcado. Buraco na parede, buraco na porta.


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    Para espreitar


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    o inconfessável,


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma - pormenor*), 1960

    transposto, pela arte, para a esfera da ordem, do "alto", da moral. Nudez e pudor. Desejo e negócio.


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    O buraco da parede já não transpõe: anuncia o buraco terrível do ralo da banheira que irá escoar a vida de Marion para o vazio, onde o nosso olhar não a pode mais seguir. Contracampo ontológico do buraco na parede, através do (como na perspectiva) qual o olho via: vazio absoluto, sem luz, sem visão, sem existência. Buraco na horizontalidade do fundo da banheira (conduzindo a um fundo mais fundo), visto do alto vertical da câmara de filmar.


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    O buraco devolve-nos o olho: mas não o olhar. Olho morto.


    Alfred Hitchcock, Psycho (fotograma), 1960

    O olho vertical substitui o ralo horizontal, assim como o eixo vertical de visão é substituído pelo eixo horizontal, junto ao chão - baixo, "baixa" matéria, dejecto, lixo a limpar pelo obsessivo e cauteloso Norman. A câmara não pode senão afastar-se. Não há caminho redentor. O regresso do automóvel de Marion, no último plano do filme, não recupera nada, não repõe nada: é o regresso de um cadáver. Lixo. O lixo do que fora uma mulher em busca de redenção, do que fora juventude, do que fora riqueza (e crime: o dinheiro roubado por Marion).


    Sobre o conjunto da obra de Marcel Duchamp, veja-se o divertido e informativo site Making Sense of Marcel Duchamp. Sobre Étant Donnés, consultem-se os artigos da tout-fait, Case Open and/or Unsolved: Étant Donnés, the Black Dahlia Murder, and Marcel Duchamp’s Life of Crime e Marcel Duchamp - Étant donnés: The Deconstructed Painting e veja-se uma reconstituição animada da obra no "site" Freshwidow. Sobre o Psycho, de Hitchcock, poderá recuperar-se um comentário meu no "blog" do curso A Arte Moderna.

    Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

    Bataille (e outros animais) na teia (web)

    Odilon Redon (1840-1916), L'Araignée qui Souris, 1881, carvão, 49.5 x 39 cm, Musée du Louvre, Paris

    A revista Documents (Paris, 1929-1934), co-fundada por Georges Bataille (1897-1962), está disponível (atenção: o "browser" deve aceitar "cookies") através da Gallica (ver "Recursos", na barra de "links", à direita), digitalizada a partir de uma edição de 1991, prefaciada por Denis Hollier. Pode descarregar-se ("télécharger") para o computador pessoal. Vários textos do teórico francês estão disponíveis, em traduções para várias línguas (no francês original são escassos):

  • Em inglês na Georges Bataille Electronic Library e no batailleros.

  • Em castelhano, no site argentino dedicado a Nietzshe, Nietzsche en Castellano.

  • Sem dúvida, o site mais divertido sobre o grupo da revista Documents é o da exposição londrina Undercover Surrealism (2006): excertos, em inglês, do Dictionnaire Critique, originalmente publicado na revista, imagens, sons sórdidos e informação sobre os membros do grupo.

  • Sobre o conceito de "informe", ver o excelente hypertext, de Christian Hubert (já referenciado em "Glossários", na barra de "links"), uma verdadeira enciclopédia de teoria crítica contemporânea.

  • São muitos os textos sobre Bataille: Georges Bataille: The Globular & Cross Gender Identification Through Eyeball Mutilation In The Horror Film, de Don Anderson, sobre uma temática que nos será útil na relação com o Chien Andalou de Buñuel e Dali, ou a recensão crítica de Heterology and the Postmodern: Bataille, Baudrillard, and Lyotard (Allen & Unwin, 1991), por Clare O'Farrell, são exemplos, particularmente relevantes para o nosso curso.

  • O "dossier pédagogique", do Centre Pompidou, L'Antiforme, é uma sintética introdução à relação entre o "informal" de Bataille e o movimento "Antiforma" teorizado por Robert Morris nos anos de 1960.

  • O artigo Documents of Dada and Surrealism: Dada and Surrealist Journals in the Mary Reynolds Collection, de Irene E. Hofmann, para o site do Art Institute of Chicago (Ryerson and Burnham Libraries), constitui uma excelente panorâmica sobre a imprensa dada e surrealista francesa.

  • A revista dada Littérature (Paris, 1919-1924), dirigida por Louis Aragon, André Breton e Philippe Soupault, está disponível no site da University of Iowa. Foi nesta revista que se iniciou o afastamento do grupo de Breton em relação ao movimento dada e, sobretudo, em relação ao radical niilismo de Tristan Tzara.

  • Os resumos das comunicações para um colóquio sobre a revista Documents, oferecem pistas para o aprofundamento do seu estudo.


  • Documents, nº 7, pág., 382, Paris, 1929 [é a página 509 do pdf da Gallica]

    Etiquetas: , , , , , ,

    sexta-feira, junho 02, 2006

    As visões de Georges Bataille


    Grande festa (a convite da nossa colega Luísa Torres) em Undercover Surrealism: Picasso, Miró, Masson and the Visison of Georges Bataille. Picasso e Hollywood, prostituição parisiense, Masson, Duke Ellington e Stravinsky! Na Hayward Gallery, na margem Sul de Londres (11 de Maio a 30 de Julho) - e na Internet.

    Biografias dos principais colaboradores da revista Documents, textos do Dictionnaire Critique (em inglês) em confronto com a definição do Oxford Concise Dictionary e ruídos asquerosos acompanhando a frenética sucessão de imagens pouco edificantes.

    Grande festa, a não perder sob nenhum pretexto em Serralves, já a partir de amanhã! Tudo à borla! Bom Fim-de-Semana!

    Etiquetas: , , , , , ,


    Powered by Blogger