Cruzamentos

quarta-feira, maio 19, 2010

Cinema em cruzamento: hoje, no Ar.Co

Alan Schneider (1917-1984), Samuel Beckett (1906-1989), Film, 1965. Fotograma. Acessível na UbuWeb

Cinema, Dada e Surrealismo. Cinema e Construtivismo. Cinema, irracional, inconsciente, acaso, absurdo, piscanálise e fantástico. Cinema e "readymade". Cinema e sociedade. Cinema como trabalho. Cinema, matéria e ruído. Hoje. No Ar.Co: Rua de Santiago, nº 18, Lisboa. A partir das 21 horas.

Consulte-se a entrada "Cruzamentos Multimédia", de 2008, onde se encontrará uma filmografia semelhante à que hoje tentaremos encaixar nas duas horas de aula. A inflexão para questões mais perceptíveis no pós-guerra, como a incorporação de uma identidade sexual do artista, encontrar-se-á, se o tempo o permitir, nas obras de Maya Deren (1917-1961), Kenneth Anger (1927) e Jean Genet (1910-1986).

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segunda-feira, junho 02, 2008

Cruzamentos multimédia

Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930, fotograma

CINEMA E MATÉRIA: FILMOGRAFIA (por ordem cronológica)

1. Construtivismo
  • Jacob Protozanov, Aelita, URSS, 1924

  • Dziga Vertov, Человек с киноаппаратом - O Homem da Câmara de Filmar, URSS, 1929

  • László Moholy-Nagy, Lichtspiel: Schwartz-Weiß-Grau, Alemanha, 1930. Os Harvard University Art Museums oferecem, na excelente exposição "online" Extra Ordinary Every Day dedicada à Bauhaus (1919-1933), para além do filme de Moholy-Nagy, um video onde se vê o "Adereço de Luz para um Palco Eléctrico" a funcionar.


  • 2. Duchamp, Dada e Surrealismo
  • Man Ray, Le Retour à la Raison, França, 1923

  • Fernand Léger, Dudley Murphy, Ballet Mécanique, França, 1924

  • René Clair, Entr'Acte, França, 1923

  • Marcel Duchamp, Man Ray, Anémic Cinéma, França, 1926

  • Hans Richter, Vormittagsspuk, Alemanha, 1928

  • Germaine Dulac, La Coquille et le Clergyman, França, 1928

  • Man Ray, L'Étoile de Mer, França, 1928

  • Luis Buñuel, Salvador Dalí, Un Chien Andalou, França, 1929

  • Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930

  • J.S. Watson Jr., Alec Wilder, Tomatos Another Day, EUA, 1930

  • Joseph Cornell, Lawrence Jordan, Thimble Theater, c.1938-1970


  • Quanto à música, consultem-se as entradas anteriores que dizem respeito ao tema:

  • Hoje: música nos "Cruzamentos" - dedicada aos futuristas e ao Ballet Mécanique de George Antheil.

  • Música, matéria e desordem: discografia (utilizada) - discografia, texto de Lyotard sobre Berio e alguns "links" (2006).

  • Notasomruído: música, matéria e desordem - discografia e links (2007).
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    quarta-feira, maio 14, 2008

    Agitez doucement


    Tristan Tzara (1896-1963), sem título, 1936, tinta sobre papel, 31.8 x 48 cm., MoMA, Nova Iorque. © 2008 Christophe Tzara

    Prenez un journal

    Prenez des ciseaux

    Choisissez dans ce journal un article ayant la longeur que vous comptez à donner à votre poème.

    Découpez l’article

    Découpez ensuite avec soin chacun des mots qui forment cet article et mettez-le dans un sac.

    Agitez doucement.

    Sortez ensuite chaque coupure l’une après l’autre dans l’ordre où elles ont quitté le sac.
    Coupez conscieusement

    Le poème vous rassemblera.

    Et vous voilà « un écrivain infiniment original et d’une sensibilité charmante, encore qu’incomprise du vulgaire »

    Tristan Tzara (1896-1963), Sept Manifestes Dada, 1924


    Em tradução brasileira para português:

    Pegue um jornal.
    Pegue a tesoura.
    Escolha no jornal um artigo do tamanho que voce deseja dar a seu poema.
    Recorte o artigo.
    Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
    Agite suavemente.
    Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
    Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
    O poema se parecerá com você.
    E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

    Tristan Tzara (1896-1963), Sept Manifestes Dada, 1924


    Os Sete Manifestos Dada (1924), uma recolha de textos anteriores, encontram-se, online, em tradução para inglês. Incluem o manifesto de 1918, de que foram lidos excertos nas aulas (C. Harrison, P. Wood, Art in Theory 1900-1990, Oxford, Blackwell, 1992, pp. 249-253).

    Existe uma colectânea de poemas de Tzara (em pdf), online, em inglês, que inclui a citada receita para um "poema dada".

    As bibliotecas da University of Iwoa disponibilizam várias publicações dada às quais Tristan Tzara esteve ligado.

    O Red Studio do MoMA oferece a possibilidade de construção de um poema, utilizando recortes de jornal - sem sujar o chão das nossas casas.

    Outras técnicas de libertação do controle do consciente são brevemente descritas no parágrafo "Glossaire du Surréalisme", no "dossier pédagogique" do Centre Pompidou dedicado ao Surrealismo.

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    terça-feira, julho 24, 2007

    Peep Show: o filme

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    segunda-feira, maio 21, 2007

    Cinema, hoje, nos "Cruzamentos" (21:00)

    Joseph Cornell (1903-1972), Lawrence Jordan, Thimble Theater (fotograma), c.1938-1970



    Cinema, hoje, no sótão do Ar.Co da Rua de Santiago, nº 18, em Lisboa, a partir das 21:00 horas: construtivismos, dada, surrealismos - figura e apropriação, onírico e quotidiano, matéria e sublimação, subversão e utopia. Abstracção, readymade, assemblage, colagem, objet trouvé, cadavre exquis: tudo em versão cinematográfica.






    Joseph Cornell, The Hotel Eden (1945), assemblage com caixa de música, 38.3 x 39.7 x 12.1 cm, National Gallery of Canada, Ottawa

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    sexta-feira, maio 18, 2007

    Notasomruído: música, matéria e desordem

    Marcel Duchamp, Erratum Musical, tal como surge na Green Box, 1934

  • A maquinaria sonora de Luigi Russolo (1885-1947), o seu "intonorumori" (1913), preconizado pelo seu manifesto L'Art des Bruits (11 de Março de 1913). No espaço dedicado ao CD Musica Futura - The Art Of Noises (Music & Words From The Italian Futurist Movement 1909-1935).

  • Crepitatore

    Gorgoliatore

    Ronzatore

    Ululatore

  • Luigi Russolo, Risveglio di una Città (1913) - excerto. No espaço dedicado ao CD Musica Futura - The Art Of Noises (Music & Words From The Italian Futurist Movement 1909-1935).


  • No site luigi.russolo.free.fr, é feito o seguinte comentário:

    "Se méfier des faux enregistrements. On retrouve sur plusieurs disques (dont le SUB ROSA CD012-19) un enregistrement intitulé "Risveglio di una Citta" d'une durée de 3'45". Il s'agit d'un pirate réalisé pendant la Biennale de Venise en 1977. La "musique" n'est qu'une démonstration des 6 bruiteurs de la fondation Russolo-Pratella enregistrée à leur insu".

  • Antonio Russolo (1877-1942), Corale e Serenata: gravação de 1921. Na imprescindível UBUWEB.


  • Edgar Varèse (1883-1965), Ionisation (1929-31), na UbuWeb. Com notas de audição em Edgar Varèse, Father of Electronic Music.


  • George Antheil (1900-1959), excerto de Ballet Mécanique (1924). No site comercial CD Baby.


  • Kurt Schwitters (1887-1948), Die Sonata in Urlauten / Die Ursonata (1919-32): zweiter teil: largo. Integralmente na UBUWEB, com possibilidade de ver a partitura. Mais informação no Padiglione d'Arte Contemporanea.


  • Erik Satie (1866-1925), Sonnerie Pour Réveiller le Roi des Singes (1921). Na UBUWEB, em companhia de outras obras do compositor francês.


  • Marcel Duchamp (1887-1968), Erratum Musical (1913 (?)). Toda a obra musical de Duchamp, notas sobre a concepção e execução e entrevistas do artista francês na UBUWEB. Um texto sobre "Erratum" na revista tout-fait. O excerto de Erratum Musical, em audição, encontra-se na emusic.


  • John Cage (1912-1992), Sonata XIII for Prepared Piano (1946-48): Peter Roggenkamp, Wergo.

    Excerto da Sonata XIII (outra interpretação) na Cherry Red: no "pop-up" "275081.mp3" (atenção: não bloquear as "pop-up windows" no "browser")

  • Luciano Berio (1925-2003), Sequenza III (1966): Cathy Berberian, Philips (coleccção Silver Line Classics). Poema de Markus Kutter. Ver o texto de Lyotard sobre esta obra de Berio num post anterior (2006).

    Excerto de Sequenza III (outra interpretação) na Amazon: num "pop-up" (atenção: não bloquear as "pop-up windows" no "browser")

  • Luciano Berio, excerto (início) de A-Ronne (1974): Swingle II, Decca. Poema de Edoardo Sanguineti.


  • John Cage, Song Book - Volume II - Solos for Voice 59-92, New York, London, Frankfurt, Henmar Press inc., [1970]

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    quarta-feira, maio 16, 2007

    Bataille (e outros animais) na teia (web)

    Odilon Redon (1840-1916), L'Araignée qui Souris, 1881, carvão, 49.5 x 39 cm, Musée du Louvre, Paris

    A revista Documents (Paris, 1929-1934), co-fundada por Georges Bataille (1897-1962), está disponível (atenção: o "browser" deve aceitar "cookies") através da Gallica (ver "Recursos", na barra de "links", à direita), digitalizada a partir de uma edição de 1991, prefaciada por Denis Hollier. Pode descarregar-se ("télécharger") para o computador pessoal. Vários textos do teórico francês estão disponíveis, em traduções para várias línguas (no francês original são escassos):

  • Em inglês na Georges Bataille Electronic Library e no batailleros.

  • Em castelhano, no site argentino dedicado a Nietzshe, Nietzsche en Castellano.

  • Sem dúvida, o site mais divertido sobre o grupo da revista Documents é o da exposição londrina Undercover Surrealism (2006): excertos, em inglês, do Dictionnaire Critique, originalmente publicado na revista, imagens, sons sórdidos e informação sobre os membros do grupo.

  • Sobre o conceito de "informe", ver o excelente hypertext, de Christian Hubert (já referenciado em "Glossários", na barra de "links"), uma verdadeira enciclopédia de teoria crítica contemporânea.

  • São muitos os textos sobre Bataille: Georges Bataille: The Globular & Cross Gender Identification Through Eyeball Mutilation In The Horror Film, de Don Anderson, sobre uma temática que nos será útil na relação com o Chien Andalou de Buñuel e Dali, ou a recensão crítica de Heterology and the Postmodern: Bataille, Baudrillard, and Lyotard (Allen & Unwin, 1991), por Clare O'Farrell, são exemplos, particularmente relevantes para o nosso curso.

  • O "dossier pédagogique", do Centre Pompidou, L'Antiforme, é uma sintética introdução à relação entre o "informal" de Bataille e o movimento "Antiforma" teorizado por Robert Morris nos anos de 1960.

  • O artigo Documents of Dada and Surrealism: Dada and Surrealist Journals in the Mary Reynolds Collection, de Irene E. Hofmann, para o site do Art Institute of Chicago (Ryerson and Burnham Libraries), constitui uma excelente panorâmica sobre a imprensa dada e surrealista francesa.

  • A revista dada Littérature (Paris, 1919-1924), dirigida por Louis Aragon, André Breton e Philippe Soupault, está disponível no site da University of Iowa. Foi nesta revista que se iniciou o afastamento do grupo de Breton em relação ao movimento dada e, sobretudo, em relação ao radical niilismo de Tristan Tzara.

  • Os resumos das comunicações para um colóquio sobre a revista Documents, oferecem pistas para o aprofundamento do seu estudo.


  • Documents, nº 7, pág., 382, Paris, 1929 [é a página 509 do pdf da Gallica]

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    quinta-feira, junho 01, 2006

    Música, matéria e desordem: discografia (utilizada)

    Edgar Varèse, diagrama para Poème Électronique (1957-58)

  • George Antheil (1900-1959), excerto de Ballet Mécanique (1924): banda sonora de uma nova versão do filme homónimo de Léger, em link na Ballet Mécanique Page.


  • Edgar Varèse (1883-1965)), excerto de Amériques (1918-22): New York Philarmonic, dirigida por Pierre Boulez, Sony Classical.


  • John Cage (1912-1992), Sonata XIII for Prepared Piano (1946-48): Peter Roggenkamp, Wergo.


  • Luciano Berio (1925-2003), excerto de Sequenza III (1966): Cathy Berberian, Philips (coleccção Silver Line Classics). Poema de Markus Kutter.


  • Luciano Berio (1925-2003), excerto de A-Ronne (1974): Swingle II, Decca. Poema de Edoardo Sanguineti.


  • "Luciano Berio (…) pertence ao movimento de acelerada desconstrução que assalta os princípios e níveis do discurso musical (…). Em Sequenza III não se contenta com o movimento crítico (desordem sonora na ordem musical) que referimos atrás. Prefere inverter os papéis, atribuindo à região musical um coeficiente elevado a uma organização secundária [a da ordem, a do ego, a da linguagem], enquanto a fala surge abalada até às suas raízes fonéticas pelo processo primário [o do inconsciente]", Jean-François Lyotard, "A Few Words to Sing" in Adam Krims (dir.), music/ideology. resisting the aesthetic, Amsterdam, G+B Arts International, s.d. [1998], pág. 17. Traduzido do inglês. As frases entre parêntesis rectos explicam conceitos e são acrescentadas ao texto original.



    Edgar Varèse, Ionisation (1929-31), na UbuWeb. Com notas de audição em Edgar Varèse, Father of Electronic Music

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    quarta-feira, março 08, 2006

    "No jury, no prizes"

    Publicidade de uma exposição nova-iorquina a inaugurar amanhã.

    Um Marcel Duchamp a habitar Nova Iorque (a Grande Guerra começara em 1914 e terminaria em 1918), celebrizado pelo "Armory Show" de 1913, foi um dos fundadores da Society of Independent Artists, émulo americano da francesa Societé des Artistes Indépendants (a mesma que levantara obstáculos à exposição do Nu Descendant un Escalier, em Março de 1912), fundada em 1884.

    Quando a opinião pública do presente se enerva com a arte contemporânea, considerando arrogante e ditatorial a possibilidade de propor qualquer objecto, imagem ou acção como "Arte", esquece ou ignora que isso acontece pelos motivos contrários aos que geram a irritação: hoje em dia, nenhuma entidade define o que é ou não a tal "Arte". A oitocentista Societé des Artistes surgiu da situação oposta: era a Academia que dizia quem era artista e o que era "Arte", e fazia-o periodicamente, aceitando ou recusando as obras que estariam expostas no anual "Salon". Um júri fazia a escolha. A Societé des Artistes quis furar essa censura prévia: qualquer sócio podia expor (em quantidade limitada, no entanto) aquilo que quisesse. O público decidiria.

    A Society americana pretendeu fazer o mesmo: quem quisesse tornar-se sócio pagava 6 dólares e ganhava o direito de expor (com limitação de número) o que quisesse. Daqui, a queixa do Sr. Richard Mutt (ou de alguém tomando a defesa da sua causa), em 1917, na revista The Blind Man: "They say any artist who pays six dollars may exhibit. Mr. Richard Mutt sent in a fountain. Without discussion, this object disappeared and was never exhibited".

    O Sr. Richard Mutt tinha adquirido um urinol, provavelmente da empresa J. L. Mott Ironworks, e enviara-o, para exposição, à Society of Independent Artists, de que era sócio. A peça foi excluída por decisão maioritária dos directores da sociedade. Marcel Duchamp demitir-se-ia. Rebentava a polémica.

    Mutt e Duchamp parecem ter sido, no entanto, a mesma pessoa. Mas foi Marcel que escreveu à sua irmã Suzanne: "Uma das minhas amigas, sob um pseudónimo masculino, Richard Mutt, enviou um urinol como escultura". Mesmo a identidade sexual é posta em causa: o senhor ou a senhora Mutt? Em 1920 surgirá Rrose Sèlavy, outro heterónimo de Marcel - uma senhora que o amigo Man Ray fotografará para o rótulo de um frasco de perfume. Arte, escultura, instituições, processos, execução, originalidade, autoria: tudo claramente em questão.

    O que sabemos daquela que é, hoje, uma das mais influentes peças da cultura artística do século XX é muito pouco. Sabemos que não é o primeiro "ready-made". A "Roda de Bicicleta" é de 1913. "Ready-made", uma arte "já pronta", um objecto pré-existente a que é alterado o estatuto ao ser proposto como obra de arte. A designação também é um "ready-made": vem da venda de roupa por catálogo, roupa "pronto-a-vestir", como dizemos hoje, por influência francesa ("prêt-à-porter"), oposto da roupa "tailor made", feita, à medida, por um alfaiate. A Fountain desapareceu: dela só restam fotografias - e a mais famosa, a de Alfred Stieglitz, publicada em The Blind Man, consiste numa encenação que não sabemos a quem atribuir. Duchamp, sabemo-lo através de outra fotografia, tinha o urinol pendurado no vão de uma das portas do seu estúdio nova-iorquino da Rua 67. Na Fountain até temos sorte: já a "Roda de Bicicleta" é, sobretudo, conhecida pela fotografia de uma terceira versão de 1951 - as diferenças entre versões são grandes e têm vindo a gerar relevantes discussões.

    A história de Fountain é conhecida, sobretudo, devido ao trabalho de investigação histórica de William Camfield, de quem se poderá consultar, na biblioteca ("CD", isto é, "Centro de Documentação") do Ar.Co, "Marcel Duchamp's Fountain: Aesthetic Object, Icon, or Anti-Art?" in Thierry de Duve (org.), The Definitively Unfinished Marcel Duchamp, Cambridge-London, MIT Press, s.d. [1991].

    Thierry de Duve faz um bom resumo dela em Voici, 100 Ans d'Art Contemporain, Paris, Ludion-Flammarion, s.d., pp. 28-29, obra também existente na biblioteca do Ar.Co.

    "Online" existem excelentes recursos:
    Especificamente sobre Fountain poder-se-à consultar o artigo respectivo em Unmaking the Museum: Marcel Duchamp's Readymades in Context, de Kristina Seekamp, e, no Art Science Research Laboratory, o muito esclarecedor texto de Michael Betacourt, The Richard Mutt Case: Looking for Marcel Duchamp's Fountain.

    De um ponto de vista mais geral, o site Making Sense of Marcel Duchamp é uma viagem divertida e séria pela obra de Marcel Duchamp.
    Existe uma Marcel Duchamp World Community, com muita informação e que inclui uma excelente revista cibernética, inteiramente dedicada ao tema, a Tout-Fait.
    Principalmente para os francófonos, a z u m b a w e b d e s i g n dedica um site a Marcel Duchamp en Français sur le Web.

    A Columbia University (Nova Iorque) disponibiliza alguns excertos de textos e conversas de Duchamp.

    Os "links" do texto deste post contêm mais informação: explorem-nos. Em breve, colocarei novos "links" no blog, onde se deverá, também, buscar mais Duchamp.

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