O Fotográfico como Retrato e "Readymade"
Nos "Google Docs" encontrar-se-ão materiais úteis ao curso, especialmente na pasta Outras Aulas.
Etiquetas: Atelier de Lisboa, Duchamp, Fotografia, Nauman, Notícias, Readymade
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Etiquetas: Aleatório, Anger (Kenneth), Bauhaus, Beckett, Cinema, Construtivismo, Dada, Deren (Maya), Futurismo, Genet, Matéria, Readymade, Ruído, Schneider (Alan), Surrealismo
Etiquetas: Aleatório, Bibliografias, Breton, Fotografia, Literatura, Man Ray, Objectos, Readymade, Surrealismo
Etiquetas: Aleatório, Bauhaus, Bibliografias, Buñuel, Cinema, Clair (René), Construtivismo, Cornell (Joseph), Dada, Dalí, Duchamp, Dulac (Germaine), Exter, Futurismo, Léger, Man Ray, Máquinas, Matéria, Moholy-Nagy, Murphy (Dudley), Música, Picabia, Protozanov, Readymade, Richter (Hans), Ruído, Surrealismo, Vertov, Vigo, Watson (J.S.), Wilder (Alec)
Duchamp Bicycle Wheel Miniature (£55.00 Out of stock)Etiquetas: Arte, Dada, Duchamp, Exposições, Man Ray, Miscelânea, Notícias, Picabia, Readymade
O quadro de Roy Lichenstein (1923-1997) Masterpiece (1962, óleo sobre tela, 137,2 x 137,2 cm) é contaposto ao seu "original"Etiquetas: Bibliografias, Ilustração, Lichenstein (Roy), Links, Mass media, Pop, Pós-Guerra, Readymade, Sociedade de Consumo
Joseph Cornell (1903-1972), Lawrence Jordan, Thimble Theater (fotograma), c.1938-1970
Joseph Cornell, The Hotel Eden (1945), assemblage com caixa de música, 38.3 x 39.7 x 12.1 cm, National Gallery of Canada, OttawaEtiquetas: Cinema, Construtivismo, Cornell (Joseph), Dada, Máquinas, Matéria, Objectos, Readymade, Surrealismo, Vanguardas
Marcel Duchamp, Erratum Musical, tal como surge na Green Box, 1934
John Cage, Song Book - Volume II - Solos for Voice 59-92, New York, London, Frankfurt, Henmar Press inc., [1970]Etiquetas: Abstracção, Aleatório, Antheil, Atonalidade, Berio, Cage, Dada, Duchamp, Links, Matéria, Música, Readymade, Ruído, Russolo, Satie, Schwitters, Vanguardas, Varèse
Edward Weston (1886-1958), Excusado, 1925, impressão em platina, 24.2 x 18.3 cm.
Louise Norton (1890-1989), "Buddha of the Bathroom", The Blind Man, nº2, New York, Maio de 1917. A sexualidade, na Fountain e no conjunto da obra de Duchamp, é discutida no "link" do título desta entrada e, em linguagem e estilo jornalísticos, no IndependentEtiquetas: Dada, Duchamp, Estética, Links, Norton/Varèse (Louise), Readymade, Weston (Edward)
Edgar Varèse, diagrama para Poème Électronique (1957-58)Etiquetas: Abstracção, Atonalidade, Bibliografias, Links, Lyotard, Matéria, Música, Readymade, Ruído, Textos, Vanguardas, Varèse
Luigi Russolo, fac simile do manifesto L'Art des Bruits de 11 de Março de 1913. Em imagem e em texto (francês e inglês), num site dedicado a Russolo. A música futurista no site Homolaicus e na webmagazine New Music Box. A música e os instrumentos de Luigi Russolo e outros sons futuristas podem ouvir-se, em amostra, no espaço dedicado ao CD Musica Futura - The Art Of Noises (Music & Words From The Italian Futurist Movement 1909-1935). Os manifestos futuristas e outra informação em The Niuean Pop Cultural Archive. Muita informação sobre o futurismo em Bob Osborne's Futurism and the Futurists.
George Antheil com máquina sonora (campaínhas e hélice) para a peça musical Ballet Mécanique. Mais material sobre Antheil (fotos, material sonoro) nos sites Other Minds e paristransatlantic magazine
Etiquetas: Abstracção, Antheil, Atonalidade, Futurismo, Imprensa, Links, Música, Readymade, Ruído, Russolo, Textos, Vanguardas
Auroch pintado na "Rotunda dos Touros", Lascaux
A arte naturalista é uma ideia de selvagem: o desejo de reproduzir o que ele vê e não de criar uma forma nova (pág. 183).
Edouard Manet (1832-1883), Mlle. Victorine Meurent Mascarada de Espada, 1862, óleo sobre tela, The Metropolitan Museum of Art, New York
Os Académicos realistas são os últimos descendentes do selvagem (pág. 186).
Edouard Manet (1832-1883), Olympia, 1863, óleo sobre tela, 1,30 m x 1,90 m, Musee d'Orsay, Paris
Aqueles que seguem o seu tempo são mais altos, maiores, mais importantes. O realismo do século XIX é muito maior que as formas ideais das emoções estéticas sob o Renascimento e a Grécia. Os artistas [clássicos] estavam oprimidos pelo gosto estético (pág. 182).
Alexander Adriaenssen (1587-1661), Natureza Morta com Peixe, óleo sobre painel de carvalho, 55 x 75,6 cm, Groeninge Museum, Bruges
Reproduzir os objectos e recantos favoritos da natureza é agir como um ladrão que contemplasse com admiração os seus pés algemados (pág. 180).
Querendo reproduzir a vida da forma no quadro, apenas se reproduzia qualquer coisa morta. O vivo era reduzido à imobilidade, ao estado da morte (pág. 185).
Kazimir Malevich (1878 - 1935), Suprematismo, 1917-1918. Oil on canvas. 106 x 70.5 cm. Stedelijk Museum, Amsterdam
Criar significa viver, forjar eternamente coisas novas (pág. 184).
Não mais considerar tudo o que existe na natureza como coisas e formas reais, mas como um material na massa do qual é preciso fazer formas que não têm nada a ver com o modelo (pág. 185).
O mais precioso da criação pictórica são a cor e a textura; elas constituem a essência da pintura que o assunto sempre assassinou. É preciso dar às formas vida e o direito à existência individual (pág. 185).
Charles Rennie Mackintosh, "Hill House Chair", 1902/3
A criação utilitária tem uma vocação. A criação intuitiva não tem vocação utilitária (…). A forma intuitiva deve sair do nada. Tal como a razão criou a partir do nada coisas destinadas ao uso quotidiano e as aperfeiçoa. Eis porque as formas da razão utilitária são superiores a qualquer representação oferecida pelos quadros. Superiores porque vivas, porque saídas da matéria a que foi dado novo aspecto para uma vida nova (pág. 192).
Wladimir Tatlin, Letatlin, 1929–1932
Seguindo as formas dos aeroplanos, dos automóveis, nós estaremos constantemente na esteira das formas da vida técnica, novas e abandonadas... Seguindo a forma das coisas, não podemos dedicar-nos ao fim pictural em si mesmo, à criação directa (pág. 189).
Richard Mutt (Marcel Duchamp (1887-1968)), Fountain, 1917. Fotografia de Alfred Stieglitz (1864-1946) para a revista Blind Man nº 2 (pág. 4)
Distribuir o mobiliário numa sala não é ainda um processo de criação (…). Pôr um samovar sobre a mesa será também criação? (pág. 184)
Mikhail Larionov, Raionismo Vermelho, 1913, aguarela sobre papel, 26,3 x 36,4 cm, Colecção Merzinger, Suíça
Para a nova cultura artística, as coisas evaporaram-se como em fumo e a arte vai em direcção ao fim em si, à criação, em direcção ao domínio das formas da natureza (pág. 180).
Wassily Kandinsky (1866-1944), Mit dem schwarzen Bogen / Com o Arco Negro, 1912, óleo sobre tela, 189 x 198 cm, Centre Georges Pompidou, Paris
Hoje em dia, o pintor tem de saber o que se passa no seu quadro e porquê. Antigamente, ele sofria a influência deste ou daquele estado de espírito (…). E acabava por imputar os seus desejos à vontade intuitiva. Em consequência, o sentimento intuitivo não se exprimia com clareza (pp. 192-93).
Kazimir Malevich (1878 - 1935), Quadrilátero Vermelho. Realismo Visual de uma Camponesa em duas dimensões, 1915, óleo sobre tela, 53 x 53 cm, Museu Russo, St. Petersburg
As formas sairão das massas pictóricas, isto é, hão-de surgir como surgem as formas utilitárias. Essas formas não serão a repetição das coisas que vivem na vida, elas serão coisa viva. Uma superfície-plano colorida é uma forma viva e real. (...) As formas do suprematismo, ou novo realismo pictórico, provam que as formas encontradas pela razão intuitiva foram construídas a partir do nada (pp. 193-94).
Kazimir Malevich (1878 - 1935), Quadrilátero Negro, [1913] 1923-29, óleo sobre tela, 106.2 x 106.5 cm, State Russian Museum, St. Petersburg
Metamorfoseei-me em zero das formas, cheguei ao que está para lá do zero, à criação, quer dizer ao suprematismo, novo realismo pictórico, criação não-objectiva. O suprematismo é o princípio de uma nova civilização. O selvagem foi vencido, como o macaco foi vencido (pág. 198).
O quadrado não é uma forma inconsciente. É a criação da razão intuitiva. É a face da nova arte (pág. 198).
Kazimir Malevich (1878 - 1935), Suprematismo, c. 1915 (?), óleo sobre contraplacado, 71 x 45 cm, Museu Russo, St. Petersburg
Até hoje, só existia o realismo das coisas, mas não o das unidades pictóricas, das cores construídas de maneira a não dependerem nem da forma, nem da cor, nem da sua situação por relação com outra unidade. Cada forma é livre e individual. Cada forma é um mundo (pág. 198).
Jackson Pollock ((1912-56) fotografado a trabalhar, por Hans Namuth, em 1950
A arte é a capacidade de criar uma construção que não provém das relações entre as formas e a cor, que não é fundada sobre o gosto estético que preconiza o bonitinho da composição, mas que é construída sobre o peso, a velocidade e a direcção do movimento. É preciso dar às formas o direito à existência individual (…). Nós somos o coração vivo da natureza (…). Nós somos o seu cérebro vivo (pág. 195).
Nós, os suprematistas, abrimo-vos o caminho. Andai depressa! Porque amanhã já não ireis reconhecer-nos. Moscovo 1915 (pág. 201).
(Excertos retirados de Do Cubismo e do Futurismo ao Suprematismo (…), segundo a 3ª edição, Moscovo, 1916 in Kazimir Malevitch, Écrits, Paris, Ed. Lebovici, 1986, prefácio, selecção e tradução para francês de A. Nakov (cota Ar.Co 7 MAL 01). Os excertos foram reordenados, traduzidos, sujeitos a uma nova lógica de pontuação e ilustrados. É a ilustração que comenta o texto. Em diálogo)
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Publicidade de uma exposição nova-iorquina a inaugurar amanhã.Etiquetas: Bibliografias, Dada, Duchamp, História da Arte, Ilustração, Links, Matéria, Pintura, Readymade, Vanguardas, Vórtice