Cruzamentos

segunda-feira, junho 02, 2008

Cruzamentos multimédia

Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930, fotograma

CINEMA E MATÉRIA: FILMOGRAFIA (por ordem cronológica)

1. Construtivismo
  • Jacob Protozanov, Aelita, URSS, 1924

  • Dziga Vertov, Человек с киноаппаратом - O Homem da Câmara de Filmar, URSS, 1929

  • László Moholy-Nagy, Lichtspiel: Schwartz-Weiß-Grau, Alemanha, 1930. Os Harvard University Art Museums oferecem, na excelente exposição "online" Extra Ordinary Every Day dedicada à Bauhaus (1919-1933), para além do filme de Moholy-Nagy, um video onde se vê o "Adereço de Luz para um Palco Eléctrico" a funcionar.


  • 2. Duchamp, Dada e Surrealismo
  • Man Ray, Le Retour à la Raison, França, 1923

  • Fernand Léger, Dudley Murphy, Ballet Mécanique, França, 1924

  • René Clair, Entr'Acte, França, 1923

  • Marcel Duchamp, Man Ray, Anémic Cinéma, França, 1926

  • Hans Richter, Vormittagsspuk, Alemanha, 1928

  • Germaine Dulac, La Coquille et le Clergyman, França, 1928

  • Man Ray, L'Étoile de Mer, França, 1928

  • Luis Buñuel, Salvador Dalí, Un Chien Andalou, França, 1929

  • Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930

  • J.S. Watson Jr., Alec Wilder, Tomatos Another Day, EUA, 1930

  • Joseph Cornell, Lawrence Jordan, Thimble Theater, c.1938-1970


  • Quanto à música, consultem-se as entradas anteriores que dizem respeito ao tema:

  • Hoje: música nos "Cruzamentos" - dedicada aos futuristas e ao Ballet Mécanique de George Antheil.

  • Música, matéria e desordem: discografia (utilizada) - discografia, texto de Lyotard sobre Berio e alguns "links" (2006).

  • Notasomruído: música, matéria e desordem - discografia e links (2007).
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    terça-feira, junho 20, 2006

    2 ou 3 sinfonias urbanas

    Paul Strand e Charles Sheeler, Manhatta, 1921 (fotograma)

    "Comparado com o Décimo Primeiro Ano, O Homem da Máquina de Filmar é um passo em frente, uma vez que já não representa um tema que mantém toda a sua imagem ao longo da duração do filme, representando antes o colapso do tema e mesmo a dissolução dos objectos no tempo, às custas da expressão dinâmica. (...) Ambas as produções são ainda mistas, com duas polaridades, ou duas imagens. A imagem do lixo e a imagem do movimento dinâmico. (...) No entanto, Dziga Vertov caminha inexoravelmente em direcção a uma nova forma de expressão dos conteúdos contemporâneos (...) - da pura força e dinâmica.
    (...) A dinâmica é o verdadeiro alimento do cinema, a sua essência.
    Dziga Vertov não tenta analisar ou justificar a máquina, centrando-se no facto de que produz cigarros ou muge vacas; em vez disso, ele mostra o movimento em si, a dinâmica em si - a força que sempre foi escondida atrás da boquilha ou das costas de Monty Banks.
    Tendo treinado a lente da nossa câmara na ainda-a-experienciar dinâmica da vida metálica, industrial e socialista, seremos capazes de ver um mundo novo que ainda não foi expresso". Kazimir Malevich, "Leis da Pintura nos Problemas Cinematográficos" in Margarita Tupitsyn, Malevitch and Film, New Haven-London, Yale University Press-Fundação Centro Cultural de Belém, s.d. [2002], pp. 147-159. Texto originalmente publicado em 1929, no nº 7-8 da revista russa Cinema e Cultura (Kino i Kul'tura). Tradução a partir do inglês. Os links foram acrescentados ao texto original para o explicitar.

    O J. Paul Getty (Los Angeles) dedicou ao trabalho fotográfico de Paul Strand (1890-1976), com Charles Sheeler (1883–1965) co-autor de Manhatta, uma importante exposição no ano passado (Maio a Setembro de 2005), colocando online muita informação sobre Strand, incluindo um link (para o Met de Nova Iorque) que permite ver Manhatta em "Real Video" ou em "Quicktime". O link do Met permite, ainda, ver outras obras sobre a cidade de Nova Iorque em Artists View - New York e ter acesso aos excertos do poema Leaves of Grass, de Walt Whitmann (1819-1892), que constituem os intertítulos do filme de Strand e Sheeler. O poema está acessível, na íntegra, no Projecto Gutenberg.

    Manhatta e O Homem da Máquina de Filmar, hoje, no Ar.Co, a partir das 21 horas.

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    segunda-feira, junho 19, 2006

    Fotografia visita os Cruzamentos

    Dziga Vertov, O Homem da Máquina de Filmar (1929), fotograma do minuto 25:48. Máquinas de girar, de hipnotizar, de produzir (até arte): "Machines Tournez Vite!"

    Na próxima Terça-Feira, dia 20 (amanhã!), numa co-produção (sem director executivo!) Fotografia - Cruzamentos, serão exibidos os filmes Manhatta (1921), de Paul Strand e Charles Sheeler, e O Homem da Máquina de Filmar (1929), de Dziga Vertov, acompanhados por excertos de Berlim, Sinfonia de uma Grande Cidade (1927), de Walter Ruttmann. No sótão do Ar.Co, a partir das 21 horas, em projecção video.

    O cinema de Vertov entre a utopia abstractizante do suprematismo de Malevich e o imperativo construtivista da arte ao serviço da utilidade, do artista como trabalhador. Entre a inteligência e o risco, a manipulação e a descrição. Precursor de cinemas verdade e de reality shows televisivos.

    Dois bons textos online sobre Dziga Vertov (1896-1954):
    um artigo de Jonathan Dawson para Senses of Cinema e
    "The Machine Art of Dziga Vertov and Busby Berkeley", de Nicole Armour, no nº 5 de Images.
    A MedienKunstNetz dedica a O Homem da Máquina de Filmar um comentário breve e oferece acesso a bibliografia.

    Dziga Vertov, O Homem da Máquina de Filmar (1929), fotograma do minuto 21:47: o cinema como trabalho manual

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