Cruzamentos

quinta-feira, abril 10, 2008

Modernismos e cinema 1

Georges Méliès, Le Voyage dans la Lune, 1902 (fotograma)

Modernismos e cinema: programa 1

1.1. Cinema e percepção:

Georges Méliès, Un Homme de Têtes (1898)

Edwin S. Porter, The Great Train Robbery , Edison Manufacturing Company (1903)

D. W. Griffith, The Lonedale Operator (1911). A fita, plano a plano.

D. W. Griffith, The Birth of a Nation (1915)

Abel Gance, Napoléon (1927). Um excerto com a música original de Arthur Honegger (1892-1955) - e intertítulos em francês.

Robert Wiene, Das Cabinet Des Doktor Caligari, 1920 (fotograma)

1.2. Marcas expressionistas, cubistas e futuristas no cinema:

Abel Gance, La Folie du Docteur Tube (1915)

Robert Wiene, Das Cabinet Des Doktor Caligari (1920)

Sergei Eisenstein, Броненосец Потемкин / O Couraçado Potiemkine (1925)

Marcel l'Herbier, L'Inhumaine (1924). Ver, também, uma conferência sobre o filme.

Charles Sheeler, Paul Strand, Manhatta (1921). Ver mais informação numa entrada anterior.

Walter Ruttmann, Berlin: Sinfonie der Großstadt (1927)

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, junho 20, 2006

2 ou 3 sinfonias urbanas

Paul Strand e Charles Sheeler, Manhatta, 1921 (fotograma)

"Comparado com o Décimo Primeiro Ano, O Homem da Máquina de Filmar é um passo em frente, uma vez que já não representa um tema que mantém toda a sua imagem ao longo da duração do filme, representando antes o colapso do tema e mesmo a dissolução dos objectos no tempo, às custas da expressão dinâmica. (...) Ambas as produções são ainda mistas, com duas polaridades, ou duas imagens. A imagem do lixo e a imagem do movimento dinâmico. (...) No entanto, Dziga Vertov caminha inexoravelmente em direcção a uma nova forma de expressão dos conteúdos contemporâneos (...) - da pura força e dinâmica.
(...) A dinâmica é o verdadeiro alimento do cinema, a sua essência.
Dziga Vertov não tenta analisar ou justificar a máquina, centrando-se no facto de que produz cigarros ou muge vacas; em vez disso, ele mostra o movimento em si, a dinâmica em si - a força que sempre foi escondida atrás da boquilha ou das costas de Monty Banks.
Tendo treinado a lente da nossa câmara na ainda-a-experienciar dinâmica da vida metálica, industrial e socialista, seremos capazes de ver um mundo novo que ainda não foi expresso". Kazimir Malevich, "Leis da Pintura nos Problemas Cinematográficos" in Margarita Tupitsyn, Malevitch and Film, New Haven-London, Yale University Press-Fundação Centro Cultural de Belém, s.d. [2002], pp. 147-159. Texto originalmente publicado em 1929, no nº 7-8 da revista russa Cinema e Cultura (Kino i Kul'tura). Tradução a partir do inglês. Os links foram acrescentados ao texto original para o explicitar.

O J. Paul Getty (Los Angeles) dedicou ao trabalho fotográfico de Paul Strand (1890-1976), com Charles Sheeler (1883–1965) co-autor de Manhatta, uma importante exposição no ano passado (Maio a Setembro de 2005), colocando online muita informação sobre Strand, incluindo um link (para o Met de Nova Iorque) que permite ver Manhatta em "Real Video" ou em "Quicktime". O link do Met permite, ainda, ver outras obras sobre a cidade de Nova Iorque em Artists View - New York e ter acesso aos excertos do poema Leaves of Grass, de Walt Whitmann (1819-1892), que constituem os intertítulos do filme de Strand e Sheeler. O poema está acessível, na íntegra, no Projecto Gutenberg.

Manhatta e O Homem da Máquina de Filmar, hoje, no Ar.Co, a partir das 21 horas.

Etiquetas: , , , , , , , , , , ,


Powered by Blogger