Cruzamentos

segunda-feira, abril 28, 2014

ÚLTIMA HORA: Cruzamentos multimédia.

Hoje, em Lisboa, na Rua de Santiago, depois da pintura de Mondrian e da escultura de Brancusi, vai haver cinema abstracto. Se o tempo (não a metereologia, mas as duas horas semanais a que fomos reduzidos) o permitir, também vamos procurar estabelecer ligações entre a música atonal e a arte abstracta.

Sessão aberta e gratuita.

Procurem-se materiais de apoio no blog, com a ajuda das etiquetas pertinentes.

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quarta-feira, maio 22, 2013

Aleksandr Medvedkin (1900-1989), fotograma de Schastye (Felicidade), U.R.S.S., 1935

Mais uma sessão de cinema no Ar.Co: hoje, a partir das 21 horas, no Salão do nº 18 da Rua de Santiago. Sessão aberta a todos os interessados. Na aula de hoje, o cinema partilhará o tempo com a arquitectura e na próxima aula partilhá-lo-á (provavelmente) com a música.

O que nos continua a interessar é a interrogação dos mecanismos que fazem "arte", bem como a exploração de processos aleatórios, o interesse por métodos e materiais exteriores à tradição das Belas Artes, a atenção às condições psicológicas de criação e recepção da obra, o interesse pelos materiais enquanto matéria. São percursos que temos percorrido orientando-nos por Marcel Duchamp, os vários movimentos Dada, Tatlin e os construtivistas, o De Stijl e os Surrealismos de Breton e Bataille.

Explorem as etiquetas que acompanham o presente "post" para acederem a mais informação no "blog".

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domingo, abril 14, 2013


Igor Stravinsky (1882-1971), Le sacre du printemps, Berlin, Edition Russe de Musique, 1921. Penn Libraries, Leopold Stokowski Collection of Scores, Ms. Coll. 350, Box 197. Partitura anotada pelo maestro Leopold Stokowski (1882-1977) 

Música no Ar.Co, Segunda-Feira, 15 de Abril, a partir das 21 horas, no Salão da Rua de Santiago, nº 18, em Lisboa. Chamo, uma vez mais, a atenção para a importância desta aula, onde nos familiarizaremos com os conceitos básicos da teoria musical.

O último "post" sobre o assunto (2012) poderá servir de entrada para o conjunto de informações sobre música neste "blog". Particularmente importante, será o PDF "Abstracção e Dodecafonismo", no Google Documents.

Question : Que pense Nietzsche par rapport à Wagner?

Gilles Deleuze: (...) Qu’est-ce que dit Nietzsche contre Wagner? Il dit que c’est de la musique aquatique, que ce n’est pas dansant du tout, que tout ça n’est pas de la musique mais de la morale, il dit que c’est plein de personnages: Lohengrin, Parsifal, et que ces personnages sont insupportables. Qu’est-ce qu’il veut dire presque implicitement? Il y a une certaine manière de concevoir le plan où vous trouverez toujours des formes en train de se développer, aussi riche que soit ce développement, et des sujets en train de se former. Si je reviens à la musique, je dis que Wagner renouvelle complètement le domaine des formes musicales, si renouvelé qu’il soit, il reste un certain thème du développement de la forme. Boulez a été un des premiers à souligner la prolifération de la forme, c’est par là qu’il fait honneur à Wagner, un mode de développement continu de la forme, ce qui est nouveau par rapport à avant, mais si nouveau que soit le mode de développement, il en reste un développement de la forme sonore. D[é]s lors, il y a nécessairement le corrélat, à savoir: le corrélat du développement de la forme sonore, c’est la formation du sujet. Lohengrin, Parsifal, les personnages wagnériens, c’est les personnages de l’apprentissage, c’est le fameux thème allemand de la formation. Il y a encore quelque chose de goethéen dans Wagner. Le plan d’organisation est défini par les deux coordonnées de développement de la forme sonore et de formation du sujet musical.

Cette disparition d’un apprentissage ou d’une éducation au profit d’un étalement des heccéités. Je crois que Nietzsche fait ça dans ses écritures. Quand il dit que la musique de Bizet c’est bien mieux que Wagner, il veut dire que dans la musique de Bizet, il y a quelque chose qui pointe et qui sera bien mieux réussi par Ravel ensuite, et ce quelque chose, c’est la libération des vitesses et des lenteurs musicales, c’est-à-dire ce qu’on appelait à la suite de Boulez la découverte d’un temps non pulsé, par opposition au temps pulsé du développement de la forme et de la formation du sujet. Un temps flottant, une ligne flottante.

(...)

Claire Parnet: On peut supposer que les devenirs les plus déterritorialisés sont toujours opérés par la voix. Berio.

Gilles Deleuze: Le cas Berio est très étonnant. Ça reviendrait à dire que le virtuose disparaît lorsque Richard invoque l’évolution machinique de la musique, et que, dès lors, le problème du devenir musical est beaucoup plus un problème de devenir moléculaire. On voit très bien que, au niveau de la musique électronique, ou de la musique de synthétiseur, le personnage du virtuose est, d’une certaine manière, dépossédé; ça n’empêche pas que dans une musique aussi moderne, celle de Berio, qui utilise tous ces procédés, il y a maintien des virtuoses et maintien d’une virtuosité vocale.

Richard Pinhas: Ça m’apparaît sous la forme d’une persistance d’un code, un code archaïque; ça rentre comme un élément dans la composition innovatrice de Berio. Il fait subir quand même un drôle de traitement à cette voix.

Gilles Deleuze: Je te donnerais raison parce que Berio insère toutes sortes de ritournelles. (...) La ritournelle c’est la territorialisation sonore par opposition à la musique en tant que musique qui est le processus, le procès de déterritorialisation. Or, de même qu’il y a des devenirs femme, des devenirs enfant, des devenirs animaux, il y a des devenirs peuples: c’est l’importance, dans la musique, de tous les thèmes folkloriques.

Gilles Deleuze (1925-1995), Cours Vincennes: sur la musique - 08/03/1977 (com tradução castelhana)

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segunda-feira, abril 30, 2012

Música e abstracção 1: os conceitos



Hoje anda a música pelas encruzilhadas: começamos por explorar o vocabulário básico para descobrir que a música tonal tem uma hierarquia intrínseca - que a atonalidade irá abandonar.

Encontrar-se-á mais informação na entrada "Introdução à Teoria Musical" (15 de Abril de 2010) e, como de costume, nas etiquetas respectivas, neste caso particular sobretudo nas etiquetas "" e "".

Ao "software" sugerido na entrada de 2010, acrescento a sugestão de consulta do artigo "List of free software for audio" da Wikipedia. Dois programas merecem destaque:

O MuseSCore.

O OpenMusic, vasto projecto tutelado pelo I.R.C.A.M.

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quinta-feira, abril 15, 2010

Introdução à teoria musical

Enciclopédia Einaudi, vol. 3, s.l., Imprensa Nacional, s.d.

Já está "online" o ficheiro PDF com elementos de apoio à aula de introdução aos conceitos básicos relativos à Tonalidade e aos modos Maiores e Menores.

Aos elementos bibliográficos já facultados em entradas anteriores, juntem-se as obras citadas no PDF, o livro em epígrafe (o volume 3 da edição portuguesa da Enciclopédia Einaudi, s.l., Imprensa Nacional, s.d), bem como o livro mencionado na última aula: Frédéric Platzer, Compêndio de Música, Lisboa, Edições 70, s.d. Nas etiquetas "atonalidade" e "bibliografias" encontrar-se-ão mais informações.

O ficheiro PDF foi, entretanto, alterado, acrescentado de duas páginas que, por lapso, não tinham sido incluídas. Será, portanto, necessário proceder a nova consulta ou "download".

O programa informático Finale Reader é gratuito e permite ler partituras no formato utilizado pela família de programas Finale (.mus), bem como no mais universal MusicXML: permite ouvir (em versão MIDI) a música e segui-la na partitura. O Finale Reader existe em duas versões: para Mac e para Windows.

Bastante mais completos, também gratuitos, com algumas limitações se não forem comprados e registados (mas sem tempo limite de teste), os programas Melody Assistant e Harmony Assistant são alternativas com possibilidades de leitura de uma mais vasta gama de formatos (é possível abrir um ficheiro MIDI e vê-lo sob a forma de pauta) e que permitem escrever e guardar (é aqui que mais se fazem sentir as limitações das versões de teste) peças de música. Versões para Mac e Windows.

Vários sites disponibilizam, gratuitamente, partituras. Alguns exemplos:

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quarta-feira, abril 22, 2009

Luigi Russolo (1885-1947), Music [/Música], 1911, óleo sobre tela, 225 x 140 cm, Estorick Collection, London

Para robustecer as bases de teoria musical começadas a construir na última aula, poderá consultar-se entradas anteriores: "Música e modernismos 1: atonalidade e abstracção" (2008), faz o ponto da situação, no que diz respeito à informação veiculada através dos Cruzamentos.

É vasta a bibliografia sobre o assunto: gosto de usar dois livros editados em Portugal, um deles de autor português, muito fáceis, ainda (segundo creio), de encontrar. Refiro-me a:
  • Fernando Lopes Graça, "Bases Teóricas da Música", Obras Literárias. Opúsculos (1), Lisboa, Editorial Caminho, s.d. [1984], pp. 11-134. O texto foi publicado, pela primeira vez, pela Biblioteca Cosmos, de Bento de Jesus Caraça, em 1944.
  • Otto Károlyi, Introdução à Música, s.l., Publicações Europa-América, s.d. Trata-se de um texto de 1965.
Círculo de Quintas: depois de termos pensado cada tonalidade como um território autónomo, reinos dominados pela tónica, transformando em estrangeiros todas as notas que não lhe pertencem, este dispositivo teórico permite-nos pensar esses territórios em relação uns com os outros, uma vez que o 5º grau de cada tonalidade, a dominante, uma espécie de grão-vizir, oferece, ao tornar-se tónica da sua propria escala (rei do seu reino), a tonalidade mais próxima daquela em que era a dominante, bastando acrescentar-lhe um meio-tom para encontrarmos o novo território tonal. Um exemplo: Sol é dominante da tonalidade de Dó Maior - se quisermos definir a tonalidade de Sol Maior, basta acrescentar um acidente à escala, tornando Fá em Fá sustenido. Todas as outras notas são iguais à da tonalidade de Dó Maior - só este Fá, agora subido de meio-tom (sustenido, portanto) é um estrangeiro em relação ao reino de Dó Maior, onde Sol era a dominante (o grão-vizir).

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quarta-feira, abril 15, 2009

Abstracção, movimento, música, máquina: cinema


László Moholy-Nagy (1895-1946), Ein Lichtspiel. Schwarz-Weiss-Grau, 1930.

O cinema foi entendido, por vários criadores do primeiro quarto do século passado, como a possibilidade de realizar imagens em movimento com um valor inerente, isto é, que não estivessem ao serviço de uma narrativa. Imagens luminosas no plano da tela, do ecrã, movendo-se ritmicamente, registando, ou não, fragmentos da realidade pré-existente, reconhecíveis, ou não, de origem fotográfica - ou não. O cinema oferecia uma espécie de pintura em movimento, com elementos formais facilmente integráveis na tradição pictórica modernista (a bidimensionalidade da tela, a primazia dos valores luminosos, mas, também, as fragmentações, em sequência, através da montagem, e no plano, bem como uma visão mecânica e nova). Uma pintura que mexe é uma pintura com ritmo. Uma pintura com princípio, meio e fim é uma pintura com uma duração pré-determinada. Uma pintura rítmica que começa e acaba independentemente do nosso olhar é uma espécie de música.

Hoje, no sótão do Ar.Co, em Lisboa, a partir das 21 horas. Mais informação nas entradas anteriores dedicadas ao tema, sobretudo em "Abstracção e cinema: pintura em movimento, música visual" (2007) e "Modernismos e cinema 2" (2008).

O texto de Christine Noll Brinckmann, "Collective Movements and Solitary Thrusts: German Experimental Film 1920-1990", Millenium Film Journal, No. 30/31, Fall 1997, é mais um elemento a juntar à nossa bibliografia sobre o assunto.

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segunda-feira, junho 02, 2008

Cruzamentos multimédia

Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930, fotograma

CINEMA E MATÉRIA: FILMOGRAFIA (por ordem cronológica)

1. Construtivismo
  • Jacob Protozanov, Aelita, URSS, 1924

  • Dziga Vertov, Человек с киноаппаратом - O Homem da Câmara de Filmar, URSS, 1929

  • László Moholy-Nagy, Lichtspiel: Schwartz-Weiß-Grau, Alemanha, 1930. Os Harvard University Art Museums oferecem, na excelente exposição "online" Extra Ordinary Every Day dedicada à Bauhaus (1919-1933), para além do filme de Moholy-Nagy, um video onde se vê o "Adereço de Luz para um Palco Eléctrico" a funcionar.


  • 2. Duchamp, Dada e Surrealismo
  • Man Ray, Le Retour à la Raison, França, 1923

  • Fernand Léger, Dudley Murphy, Ballet Mécanique, França, 1924

  • René Clair, Entr'Acte, França, 1923

  • Marcel Duchamp, Man Ray, Anémic Cinéma, França, 1926

  • Hans Richter, Vormittagsspuk, Alemanha, 1928

  • Germaine Dulac, La Coquille et le Clergyman, França, 1928

  • Man Ray, L'Étoile de Mer, França, 1928

  • Luis Buñuel, Salvador Dalí, Un Chien Andalou, França, 1929

  • Jean Vigo, A Propos de Nice, França, 1930

  • J.S. Watson Jr., Alec Wilder, Tomatos Another Day, EUA, 1930

  • Joseph Cornell, Lawrence Jordan, Thimble Theater, c.1938-1970


  • Quanto à música, consultem-se as entradas anteriores que dizem respeito ao tema:

  • Hoje: música nos "Cruzamentos" - dedicada aos futuristas e ao Ballet Mécanique de George Antheil.

  • Música, matéria e desordem: discografia (utilizada) - discografia, texto de Lyotard sobre Berio e alguns "links" (2006).

  • Notasomruído: música, matéria e desordem - discografia e links (2007).
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    quarta-feira, abril 23, 2008

    Tonal - Atonal: material de apoio

    A "Aria" das "Variações Goldberg" a ser lida pelo programa informático BACH

    A tonalidade, como sistema hierárquico, pode ser melhor compreendida analisando a escrita musical.

    Um exemplo que tem sido usado pelos Cruzamentos: a "Aria" introdutória das "Variações Goldberg" (1741), de J. S. Bach (1685-1750) - pode seguir-se a partitura (é necessário clicar em "score" e, depois, em "Aria"), graças ao "BACH" (BinAural Collaborative Hypertext), um "software" que permite associar partituras com material sonoro (uma gravação mp3, por exemplo) e comentários escritos, tudo isto na net. Está aberto a qualquer utilizador, seja como "espectador" da análise, seja como criador de uma leitura analítica.

    Outras obras musicais se poderão encontrar na "biblioteca" do BACH.

    A San Francisco Symphony oferece, através do programa (televisivo) Keeping Score, uma análise da Sagração da Primavera (1913), de Igor Stravinsky (1882-1971). É possível seguir trechos da partitura, ouvir o comentário do maestro titular ("music director"), Michael Tilson Thomas, e aprofundar alguns dos assuntos (clicar em "Explore The Score"). A Sagração é uma obra que se expande para lá dos limites da tonalidade, recorrendo à tradição popular eslava e à politonalidade. Um escândalo célebre (clicar em "A Riotous Premiere").

    Keeping Score oferece outras obras: a Sinfonia Nº 3 em Mi Bemol Maior (1804), de Beethoven (1770-1827), e uma panorâmica sobre a obra do compositor norte-americano Aaron Copland (1900-1990).



    Recriação da Sagração da Primavera na versão original de 1913

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    quarta-feira, abril 16, 2008

    Música e modernismos 1: atonalidade e abstracção

    Anton Webern (1883-1945), Piano Variations, Op 27, 1936

    Os Cruzamentos passam, hoje, uma selecção musical que pretende dar a conhecer a atonalidade: o que é tonal - o que é maior e menor? O que é atonal? Explora-se, a seguir, uma proposta de ligação entre a atonalidade musical e a não-figuração.

    Sugere-se a consulta de entradas anteriores:

  • Abstracção e Tonalidade: os Conceitos - para compreender o vocabulário e enquadrar teoricamente o tema.

  • "Abstracção" e Atonalidade: Discografia (Utilizada) - que permite conhecer algumas obras exemplares, segundo um programa semelhante ao que será hoje apresentado. Oferece acesso "online" a algumas das obras, .

  • Os Cruzamentos, Hoje, Dão(-vos) Música - fornece material sobre a relação entre o músico Arnold Schönberg e o pintor Wassily Kandinsky.

  • Show Time - é uma entrada "miscelânea", que, para o que agora nos interessa, oferece links para explorar o conceito e a prática da tonalidade.

  • Música Abstracta: Hoje, no Ar.Co - fazia o ponto da situação, em 2007, quanto ao tema, neste "blog", e apresentava alguns "links" de interesse.
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    segunda-feira, abril 14, 2008

    Modernismos e cinema 2

    Léopold Survage (1879-1968), Rythme Coloré: estudo para filme , 1913, aguarela e tinta sobre papel, 33 x 30.7 cm, MoMA, Nova Iorque

    O cinema continua nos Cruzamentos: hoje, a partir das 21 horas, na sala do Departamento de Fotografia (a confirmar) do Ar.Co, na Rua de Santiago, nº 18. Em projecção video.

    O programa 2 do tema Modernismos e cinema será dedicado à Abstracção e Cinema - Pintura em Movimento, Música Visual.

    O "link" do parágrafo anterior permite o acesso a uma selecção de filmes (2007) que será semelhante à da aula de hoje.

    Deverá consultar-se a muita e variada informação disponível na internet sobre o assunto, de que a lista apresentada serve de curto exemplo:

  • A coleccção de aguarelas do russo radicado em França, Léopold Survage (Leopoldij Lvovich Sturzwage), no MoMA: material para um dos primeiros filmes abstractos.

  • O manifesto The Futurist Cinema, tradução inglesa do texto original de F. T. Marinetti, Bruno Corra, Emilio Settimelli, Arnaldo Ginna, Giacomo Balla, Remo Chiti (15 de Novembro de 1916). O texto de Bruno Corra, Abstract Cinema, Chromatic Music, de 1912, também em tradução inglesa, na página de Mathias Fuchs (Salford University). Bruno Corra (1892-1976) é, com Survage, um dos pioneiros do cinema abstracto: no início dos anos de 1910, pintou directamente sobre a película - Survage pretendeu filmar aguarelas, que se sucederiam, em movimento, ao serem apresentadas cinematograficamente.

  • O material da exposição Visual Music, que esteve patente no Hirshhorn Museum, de 23 de Junho a 11 de Setembro de 2005.

  • O excelente resumo e guia para uma exploração do tema na internet, Colour and Sound - Visual Music (2002), por Maura McDonnell.

  • No iotaCenter, The Absolute Film, um texto de William Moritz.

  • A colecção de textos sobre o tema, no Rythmic Light, em pdf.

  • Um exemplo contemporâneo, com uma voltinha perversa (é feito a partir de um filme pornográfico): Tone Poem, de Marc Kremers, 2005.

  • Anton Giulio Bragaglia (1890-1960), Thais, 1916 (fotograma). Cenários de Enrico Prampolini (1894-1956)

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    quarta-feira, abril 09, 2008

    Cinema, hoje, no Ar.Co, às 21 horas

    Walter Ruttmann, Lichtspiel Opus I, 1921. Também na Ubuweb e na Medien Kunst Netz


    Cinema, hoje (9 de Abril), na sala do Departamento de Fotografia do Ar.Co (na Rua de Santiago, em Lisboa), a partir das 21 horas, em projecção video. Exemplos das marcas dos movimentos de vanguarda dos anos de 1910-20 no cinema experimental e comercial: expressionismo, cubismo, futurismo. Abstracção, movimento, simultaneidade, divergência, multiplicidade. Utopias, cidade, máquina. As relações entre cinema, pintura e música. Percepções do tempo e do espaço.

    Poderá ser útil a consulta das entradas anteriores:

  • "Espaço, tempo e cinema", para um enquadramento teórico muito esquemático e geral.

  • "Abstracção e cinema: pintura em movimento, música visual", onde se encontrará a lista das fitas visionadas no ano passado, segundo um programa muito semelhante ao que irá ser apresentado hoje.

  • Encontra-se-ão mais referências explorando a etiqueta "Cinema", na barra lateral.

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    terça-feira, julho 24, 2007

    Peep Show: o filme

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    sexta-feira, maio 18, 2007

    Notasomruído: música, matéria e desordem

    Marcel Duchamp, Erratum Musical, tal como surge na Green Box, 1934

  • A maquinaria sonora de Luigi Russolo (1885-1947), o seu "intonorumori" (1913), preconizado pelo seu manifesto L'Art des Bruits (11 de Março de 1913). No espaço dedicado ao CD Musica Futura - The Art Of Noises (Music & Words From The Italian Futurist Movement 1909-1935).

  • Crepitatore

    Gorgoliatore

    Ronzatore

    Ululatore

  • Luigi Russolo, Risveglio di una Città (1913) - excerto. No espaço dedicado ao CD Musica Futura - The Art Of Noises (Music & Words From The Italian Futurist Movement 1909-1935).


  • No site luigi.russolo.free.fr, é feito o seguinte comentário:

    "Se méfier des faux enregistrements. On retrouve sur plusieurs disques (dont le SUB ROSA CD012-19) un enregistrement intitulé "Risveglio di una Citta" d'une durée de 3'45". Il s'agit d'un pirate réalisé pendant la Biennale de Venise en 1977. La "musique" n'est qu'une démonstration des 6 bruiteurs de la fondation Russolo-Pratella enregistrée à leur insu".

  • Antonio Russolo (1877-1942), Corale e Serenata: gravação de 1921. Na imprescindível UBUWEB.


  • Edgar Varèse (1883-1965), Ionisation (1929-31), na UbuWeb. Com notas de audição em Edgar Varèse, Father of Electronic Music.


  • George Antheil (1900-1959), excerto de Ballet Mécanique (1924). No site comercial CD Baby.


  • Kurt Schwitters (1887-1948), Die Sonata in Urlauten / Die Ursonata (1919-32): zweiter teil: largo. Integralmente na UBUWEB, com possibilidade de ver a partitura. Mais informação no Padiglione d'Arte Contemporanea.


  • Erik Satie (1866-1925), Sonnerie Pour Réveiller le Roi des Singes (1921). Na UBUWEB, em companhia de outras obras do compositor francês.


  • Marcel Duchamp (1887-1968), Erratum Musical (1913 (?)). Toda a obra musical de Duchamp, notas sobre a concepção e execução e entrevistas do artista francês na UBUWEB. Um texto sobre "Erratum" na revista tout-fait. O excerto de Erratum Musical, em audição, encontra-se na emusic.


  • John Cage (1912-1992), Sonata XIII for Prepared Piano (1946-48): Peter Roggenkamp, Wergo.

    Excerto da Sonata XIII (outra interpretação) na Cherry Red: no "pop-up" "275081.mp3" (atenção: não bloquear as "pop-up windows" no "browser")

  • Luciano Berio (1925-2003), Sequenza III (1966): Cathy Berberian, Philips (coleccção Silver Line Classics). Poema de Markus Kutter. Ver o texto de Lyotard sobre esta obra de Berio num post anterior (2006).

    Excerto de Sequenza III (outra interpretação) na Amazon: num "pop-up" (atenção: não bloquear as "pop-up windows" no "browser")

  • Luciano Berio, excerto (início) de A-Ronne (1974): Swingle II, Decca. Poema de Edoardo Sanguineti.


  • John Cage, Song Book - Volume II - Solos for Voice 59-92, New York, London, Frankfurt, Henmar Press inc., [1970]

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    terça-feira, abril 17, 2007

    Show time

    Guy Debord, La Société du Spectacle (fotogramas), 1973, p/b, 35 mm, 90 min.

    A recente disponibilização, para exibição pública, da obra cinematográfica do teórico francês Guy Debord (1931-1994), tem vindo a gerar ciclos de cinema, exposições e conferências por todo o mundo. No passado fim-de-semana foi a vez da Culturgest de Lisboa. No Museum Tinguely, em Basileia, iniciou-se (de 4 de Abril a 5 de Agosto) uma exposição sobre a Internacional Situacionista, grupo de que Debord fez parte. É possível encontrar, "online", diversos textos importantes e/ou didácticos sobre o assunto:

  • No nº 115 da revista October (MIT), mediante registo (e, eventualmente, assinatura ou Pay Per Article).
  • Na Artforum, mediante registo.
  • No site austríaco Medienkunstnetz.

  • Muitos textos da Internacional Situacionista têm versão cibernética: no Infokiosques, em du mauvais côté, na Situationist International Text Library e no site situationist international online. Muito material na UbuWeb, nomeadamente vários filmes de Debord, em "reprodução" vídeo. Os filmes também se podem encontrar no site Acte-Gratuit.

    Na sequência da aula sobre o dodecafonismo, apresento o Matrix Generator, referido na última aula (16/4): ideal para brincar aos compositores seriais e/ou para as mentes mais matemáticas.
    Outra brincadeira divertida, musical e matemática: o programa Chord Geometries, de Dmitri Tymoczko.

    Não esquecer a história do duchampiano urinol, acessível numa entrada anterior.

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    quarta-feira, abril 11, 2007

    Música abstracta: hoje, no Ar.Co

    Arnold Schönberg, Vision (Augen), 1910, óleo sobre cartão, 25 x 16 cm, Arnold Schönberg Center, Viena, Áustria

    Música, hoje, 11 de Abril, a partir das 21:00 horas, no sótão do Ar.Co, no nº 18 da Rua de Santiago, em Lisboa.

    Entradas ("posts") anteriores oferecem outras obras pictóricas de Schönberg e diverso material gráfico, ligações cibernéticas, informação sobre as relações pictorico-musicais entre Wassily Kandinsky e Arnold Schönberg, acesso a material sonoro, listas discográficas e apoio teórico. A etiqueta "Música" apresenta todas as entradas que contêm elementos sobre o tema, na generalidade.

    O Arnold Schönberg Center tem muito material sobre o compositor austríaco no "You Tube".

    Um bom "site" sobre tonalidade: The Tonal Centre (em inglês). Em português, na "Wikipédia": "Tonalidade" e "Música Tonal".

    Um curso cibernético de teoria musical: em inglês e em tradução portuguesa (do brasil).

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    quarta-feira, março 28, 2007

    Abstracção e cinema: pintura em movimento, música visual


    Viking Eggeling (1880-1925), Symphonie Diagonale, 1924

    Cinema nos Cruzamentos: hoje, às 21:00h, no sótão do Ar.Co, na Rua de Santiago nº 18.

    A lista dos filmes apresentados dia 28 (e alguns que ficaram por apresentar) disponíveis na internet:

    William Heise (para a Thomas A. Edison), Annabelle Serpentine Dance , 1895

    Hans Richter, Rythmus 21, 1921

    Walter Ruttmann, Lichtspiel Opus I , 1921

    Walter Ruttmann, Berlin: Die Simphonie der Großstadt , 1927

    Ruttmann / Hitchcock, Berlin / North by Northwest , 1927 / 1959

    Man Ray, Le Retour à la Raison, 1923

    Mary Ellen Bute, Dada, 1936

    Norman McLaren, Dots, 1940

    Harry Smith, Early Abstractions , 1946-57

    Stan Brakhage, Rage Net, 1988

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    quinta-feira, março 01, 2007

    "I have no fear of changes... of destroying the image"


    Pollock (1912-1956) a trabalhar, em 1950. Trata-se de um excerto (a correr em "loop" e com o som acrescentado "a posteriori") do filme de Hans Namuth (1915-1990), também responsável pelas mais famosas e influentes fotografias do pintor norte-americano - em acção


    "I enjoy working on a large canvas. I feel more at home, more at ease, in a big area.

    Having the canvas on the floor I feel nearer, more a part of the painting. This way I can walk around it, work from all four sides and be in the painting, similar to the Indian sand painters of the West.

    Sometimes I use a brush but often prefer using a stick. Sometimes I pour the paint straight out of the can. I like to use a dripping fluid paint. I also use sand, broken glass, pebbles, string, nails, or other foreign matter.

    A method of painting is a natural growth out of a need. I want to express my feelings rather than illustrate them.

    Technique is just a means of arriving at a statement. When I am painting I have a general notion as to what I am about. I can control the flow of the paint.

    There is no accident, just as there is no beginning and no end. Sometimes I lose a painting, but I have no fear of changes... of destroying the image. Because a painting has a life of its own, I try to let it live" (Jackson Pollock, na banda sonora do filme de Namuth).


    A fita de Namuth, rodada no Verão e no Outono de 1950, seria terminada em 1951, com a montagem de um herói do cinema alemão (montou o M (1930) de Fritz Lang, tendo colaborado no Tagebuch einer Verlorenen (1929), de Pabst, e no Vampyr (1932), de Dreyer), Paul Falkenberg (1903-1986), e com música de Morton Feldman (1926-1987) - porque Pollock achou a escolha de música indonésia, por Falkenberg, "exótica", concluindo "I'm an American painter!". O "YouTube" tem um muito melhor e mais longo exemplo de Pollock em acção do que aquele que aparece neste post: não deixem de ver.

    O comentário "off" de Pollock, narrador do seu próprio trabalho, consiste numa "colagem" de afirmações do pintor aos media, como se poderá confirmar nas pp. 15-23 do volume Jackson Pollock - Interviews, Articles, and Reviews, New York, MoMA, s.d [1998], disponível no CD (biblioteca) do Ar.Co.

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    quinta-feira, junho 01, 2006

    Música, matéria e desordem: discografia (utilizada)

    Edgar Varèse, diagrama para Poème Électronique (1957-58)

  • George Antheil (1900-1959), excerto de Ballet Mécanique (1924): banda sonora de uma nova versão do filme homónimo de Léger, em link na Ballet Mécanique Page.


  • Edgar Varèse (1883-1965)), excerto de Amériques (1918-22): New York Philarmonic, dirigida por Pierre Boulez, Sony Classical.


  • John Cage (1912-1992), Sonata XIII for Prepared Piano (1946-48): Peter Roggenkamp, Wergo.


  • Luciano Berio (1925-2003), excerto de Sequenza III (1966): Cathy Berberian, Philips (coleccção Silver Line Classics). Poema de Markus Kutter.


  • Luciano Berio (1925-2003), excerto de A-Ronne (1974): Swingle II, Decca. Poema de Edoardo Sanguineti.


  • "Luciano Berio (…) pertence ao movimento de acelerada desconstrução que assalta os princípios e níveis do discurso musical (…). Em Sequenza III não se contenta com o movimento crítico (desordem sonora na ordem musical) que referimos atrás. Prefere inverter os papéis, atribuindo à região musical um coeficiente elevado a uma organização secundária [a da ordem, a do ego, a da linguagem], enquanto a fala surge abalada até às suas raízes fonéticas pelo processo primário [o do inconsciente]", Jean-François Lyotard, "A Few Words to Sing" in Adam Krims (dir.), music/ideology. resisting the aesthetic, Amsterdam, G+B Arts International, s.d. [1998], pág. 17. Traduzido do inglês. As frases entre parêntesis rectos explicam conceitos e são acrescentadas ao texto original.



    Edgar Varèse, Ionisation (1929-31), na UbuWeb. Com notas de audição em Edgar Varèse, Father of Electronic Music

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    quarta-feira, maio 31, 2006

    Hoje: música nos "Cruzamentos"

    Luigi Russolo, fac simile do manifesto L'Art des Bruits de 11 de Março de 1913. Em imagem e em texto (francês e inglês), num site dedicado a Russolo. A música futurista no site Homolaicus e na webmagazine New Music Box. A música e os instrumentos de Luigi Russolo e outros sons futuristas podem ouvir-se, em amostra, no espaço dedicado ao CD Musica Futura - The Art Of Noises (Music & Words From The Italian Futurist Movement 1909-1935). Os manifestos futuristas e outra informação em The Niuean Pop Cultural Archive. Muita informação sobre o futurismo em Bob Osborne's Futurism and the Futurists.


    Das "notas" (as 7+5 ou as 12) ao timbre, do som ao ruído: música, "matéria", desordem e "ready-made" em Pratella e Russolo, Satie, George Antheil, Varèse, Cage e Berio. A partir das 21:00, no Ar.Co.



    George Antheil com máquina sonora (campaínhas e hélice) para a peça musical Ballet Mécanique. Mais material sobre Antheil (fotos, material sonoro) nos sites Other Minds e paristransatlantic magazine


    George Antheil, Ballet Mécanique (1924), excerto em mp3, no site comercial CD Baby

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